
Brigitte Bardot, um dos maiores nomes do cinema francês, morreu neste domingo, aos 91 anos. A informação foi confirmada por sua fundação, que leva o seu nome e atua na defesa dos animais. A causa da morte não foi divulgada. A atriz vinha passando por cuidados médicos nos últimos meses, mas havia tranquilizado os fãs recentemente dizendo que estava se recuperando.
Bardot se tornou famosa nas décadas de 1950 e 1960 e mudou o jeito de o público olhar para o cinema. Com estilo livre, personalidade forte e presença marcante, estrelou filmes que viraram referência, como “E Deus Criou a Mulher” e “O Desprezo”. Ela também cantou, gravou discos e influenciou moda e comportamento no mundo todo.
No auge da fama, Brigitte dividiu opiniões, quebrou regras e chocou setores conservadores. Foi uma das primeiras celebridades a falar e viver de forma aberta, algo raro para a época. Apesar de nem sempre ser reconhecida pela crítica, sua imagem e carisma a transformaram em fenômeno de público por quase duas décadas.
Nos anos 1970, decidiu deixar o cinema e saiu de cena ainda jovem, por escolha própria. Fixou-se em Saint-Tropez e passou a se dedicar integralmente à causa animal, criando a Fundação Brigitte Bardot. Em diversas entrevistas, disse que queria usar a visibilidade que tinha para defender quem não tem voz. Com sua morte, fecha-se um capítulo importante da história do cinema e da cultura pop mundial.
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