
A sede da Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí S.A.), em Teresina, amanheceu nesta segunda-feira com portões fechados e acesso totalmente bloqueado aos trabalhadores. Funcionários que chegaram para cumprir a jornada foram surpreendidos pela interdição do prédio, sem qualquer aviso prévio da direção da empresa ou do Governo do Estado. Fotos registradas no local mostram o imóvel lacrado e já identificado como futura instalação do Polo de Inovação e Tecnologia (PIT).
A situação foi denunciada pelo Sindicato dos Urbanitários do Piauí, que acompanhou os trabalhadores e divulgou vídeos no local. Segundo a entidade, o prédio deixou de funcionar como sede da Agespisa de forma abrupta, mesmo com a empresa mantendo CNPJ ativo e atribuições públicas em andamento. Para o sindicato, a medida foi unilateral, sem transparência e sem qualquer plano apresentado aos servidores.

Em manifestação pública, um dirigente sindical classificou o episódio como uma “afronta”. Ele afirmou que os trabalhadores “bateram com a cara nos portões fechados” e que o lacre do prédio demonstra desrespeito aos empregados públicos. A entidade sustenta que a ação contraria o discurso oficial de valorização do serviço público e aprofunda a insegurança funcional de dezenas de trabalhadores.
Além do impacto administrativo, o caso ganhou contornos jurídicos. Petição protocolada no Tribunal Superior do Trabalho aponta descumprimento direto de ordem judicial, bloqueio físico deliberado e possível abuso de autoridade, com pedido de medidas urgentes, aplicação de multa e até responsabilização pessoal da direção da Agespisa e do governador do Estado. Até o momento, os trabalhadores seguem sem definição sobre onde irão atuar e aguardam posicionamento oficial do governo sobre o fechamento da sede.
Confira o processo:
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