De acordo com a matéria de Juliana Alves, de Brasília, publicada no Portal Poder360 – leia a matéria por completo em https://www.poder360.com.br/poder-congresso/senado-aprova-pl-da-dosimetria-que-reduz-penas-por-atos-do-8-de-janeiro/ –, em mais uma derrota para o governo, o Senado aprovou o chamado PL da Dosimetria – alternativa ao PL da Anistia. O projeto de lei reduz a pena de condenados por tentativa de golpe de Estado depois da derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. O ex-presidente é um dos beneficiados. O texto teve 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção. Lula decide agora se sanciona ou veta a medida.
Já a manchete da madrugada no site do jornal Folha de S.Paulo diz: Senado aprova redução de penas que beneficia Bolsonaro, e Lula deve vetar. Rancor, inveja ou ódio? Jesus Cristo!
O que de fato significam estas palavras? Rancor é um ódio profundo, amargo e duradouro, um ressentimento persistente que se manifesta como má vontade, mágoa ou desejo de mal, muitas vezes guardado e revivido, prejudicando a saúde mental e física ao focar no passado e interpretar o presente de forma negativa. É uma emoção complexa que mistura raiva, decepção e repulsa, impulsionando a pessoa a prejudicar outros, mesmo sem motivo aparente.
Uma pessoa que ocupa o maior cargo da República deveria ter este tipo de sentimento? Não se costuma dizer que, em política, não existem ódios, invejas e rancores? Então, qual o motivo de vetar, por vetar, algo aprovado pelos mais nobres políticos da República Federativa do Brasil? Soa estranho se de fato vetar o que foi votado; de fato, muito estranho! Os mais sábios e experientes costumam dizer que não haveria adversário melhor para concorrer com Lula do que Bolsonaro. E quais os verdadeiros motivos de “evitar a presença de Bolsonaro em liberdade”? Racionalmente, não há nenhuma explicação plausível. Nada lógico para quem é “habilmente” pragmático e justo!
Rancor, inveja ou ódio? Inveja é um sentimento negativo de ressentimento, desejo ou insatisfação pelo que o outro tem (bens, qualidades, conquistas, relacionamentos), querendo para si o que é alheio, muitas vezes acompanhado por um desejo de que o outro perca ou fracasse, gerando comparação e sentimentos de inferioridade. Diferente do ciúme (medo de perder o que se tem), a inveja é a cobiça do que não se possui, podendo levar à frustração, à desvalorização do outro ou até a ações destrutivas, embora possa ser transformada em motivação para o próprio crescimento, segundo alguns psicólogos.
E o ódio? Ódio é uma emoção negativa intensa de profunda aversão, repulsa, desprezo ou inimizade por uma pessoa, coisa, ideia ou até por si mesmo, associada à raiva e ao desejo de prejudicar ou destruir o alvo, sendo frequentemente visto como o oposto do amor e uma força destrutiva que prejudica quem sente e quem sofre. É considerado algo anticristão!
Rancor, inveja ou ódio? Não seria apenas “o vetar por vetar”, negativamente aconselhado pelos seus pares mais próximos? Certo mesmo é que, se não vetar, estará demonstrando misericórdia, um dos sentimentos mais valorosos do Cristianismo. Agora, qual seria o medo? Imaginarem que estaria admitindo que nada de errado aconteceu e que tudo simplesmente não passou de um mal-entendido?
A ira é um dos sentimentos mais repulsivos para o Cristianismo. O que é mesmo a ira? Na Bíblia, a ira é uma emoção humana poderosa que pode ser tanto pecaminosa (quando descontrolada e destrutiva, como a dos homens) quanto justa (como a ira santa de Deus contra o mal e a injustiça), sendo crucial o controle para não pecar, agindo com justiça, não com malícia, e buscando resolver problemas com amor, não com explosões.
Há um excelente livro de Robert D. Jones que se chama Ira – Arrancando o Mal pela Raiz. Mas quem é Robert D. Jones? O autor do livro Ira: Arrancando o Mal pela Raiz é um conselheiro bíblico que aborda a ira sob uma perspectiva cristã, oferecendo ajuda prática para lidar com esse pecado, com base em ensinamentos bíblicos. Dr. Robert D. Jones concluiu o DMin pelo Westminster Theological Seminary. Obteve o MDiv pelo Trinity Evangelical Divinity School e o DTheol pela University of South Africa. Excelente escritor! Livro muito útil e que “diz” que todo bom cristão deve ter apenas sentimentos bons!