
O caminhoneiro Félix Alves da Silva, de 33 anos, natural do município de Uruçuí, no Sul do Piauí, foi identificado como a vítima fatal do grave acidente registrado na manhã deste sábado (13/12), na rodovia PI-247, no município de Antônio Almeida. Félix conduzia um caminhão-tanque carregado com óleo diesel quando perdeu o controle do veículo, que tombou e pegou fogo, resultando em sua morte por carbonização.
Segundo informações apuradas no local, Félix trafegava sozinho no caminhão e realizava mais uma viagem de rotina no transporte de combustíveis. O trajeto exato de origem e destino final da carga ainda não foi oficialmente detalhado pelas autoridades, mas o veículo seguia pela Ladeira da Graciosa, trecho conhecido pela declividade acentuada e alto risco, quando ocorreu o sinistro.
De acordo com o cabo Melo, do Grupamento da Polícia Militar, o acidente aconteceu durante a descida da ladeira. O caminhão-tanque capotou, e, na sequência, colidiu com um poste e fios de alta tensão às margens da rodovia. O impacto, somado à carga altamente inflamável, provocou uma explosão seguida de incêndio de grandes proporções.
Um colega caminhoneiro que estava nas proximidades relatou à polícia que o compartimento do tanque teria se desprendido antes mesmo do tombamento, espalhando óleo diesel pela pista. O combustível acelerou a propagação das chamas e tornou impossível qualquer tentativa de fuga.
Preso à cabine, Félix não teve tempo de sair e morreu carbonizado no interior do veículo.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter o incêndio, que também atingiu a vegetação próxima à rodovia. A Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para os procedimentos periciais e a remoção do corpo.
A PI-247 precisou ser isolada durante o trabalho de rescaldo e investigação. Segundo a Polícia Militar, o fluxo de veículos na região é reduzido, o que evitou transtornos maiores no trânsito. Foi confirmado que nenhum outro veículo ou pessoa ficou ferido.
As causas técnicas do acidente, incluindo falha mecânica, condições da via ou excesso de velocidade, só serão oficialmente confirmadas após a conclusão do laudo pericial.
Com 33 anos, Félix Alves integrava a longa e silenciosa estatística de trabalhadores que fazem das estradas seu local de trabalho, e, muitas vezes, de risco extremo. Informações sobre estado civil e familiares ainda não foram oficialmente divulgadas, mas a morte do caminhoneiro causou comoção em Uruçuí e na região Sul do Estado, onde ele era conhecido.
A tragédia reacende o alerta sobre as condições de segurança em rodovias estaduais, especialmente em trechos críticos como a Ladeira da Graciosa, e sobre os perigos enfrentados diariamente por caminhoneiros que transportam cargas inflamáveis.
Uma morte que não foi apenas um acidente, foi o retrato de uma profissão que segue movendo o país, muitas vezes, à custa da própria vida.
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