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Polícia CRIME BRUTAL

Prisão preventiva confirma barbárie: caso Emilly Yassmyn choca Teresina

Justiça mantém atrás das grades os dois acusados, enquanto a investigação reconstitui passo a passo a sequência brutal que levou à morte e carbonização da jovem pernambucana

08/12/2025 às 12h06 Atualizada em 08/12/2025 às 12h10
Por: Douglas Ferreira
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Carlos Roberto, Emilly Yassmin e Hilton Candeira - Foto: Reprodução
Carlos Roberto, Emilly Yassmin e Hilton Candeira - Foto: Reprodução

A Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva de Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa, acusados de matar e queimar o corpo da jovem pernambucana Emilly Yassmyn, de 24 anos. A decisão foi proferida pelo juiz João de Castro Silva durante audiência de custódia, após avaliar que a gravidade do crime, o risco à ordem pública e os elementos já reunidos pela investigação tornam indispensável manter os acusados atrás das grades enquanto o inquérito e o processo avançam.

O caso, que chocou Teresina e repercutiu em Pernambuco, começou a ganhar contornos dramáticos no início da semana passada, quando a família de Emilly relatou seu desaparecimento. A jovem havia saído para compromissos pessoais e, desde então, não retornara nem atendia às tentativas de contato. O sumiço foi tratado desde o início como atípico, levando a família a acionar autoridades e redes sociais em busca de informações.

Com a abertura da investigação, o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) passou a reconstruir os últimos passos da vítima. A análise de deslocamentos, contatos e testemunhos levou a polícia a identificar Hilton e Carlos como as duas últimas pessoas a terem estado com Emilly antes do desaparecimento. A partir desse ponto, o caso tomou uma guinada rápida.

No sábado (06), o desfecho mais temido se confirmou, um corpo carbonizado foi encontrado na região da Estrada da Alegria, zona sul de Teresina. Peritos do Instituto de Criminalística analisaram a cena e constataram que o cadáver apresentava sinais de violência antes de ser queimado. A polícia já trabalhava com a forte suspeita de que tratava-se de Emilly, o que depois seria confirmado por exames de DNA.

Com indícios robustos e contradições nos relatos iniciais, Hilton Candeira e Carlos Roberto foram presos em flagrante. Nas primeiras horas de interrogatório, ambos confessaram participação no crime, embora tentassem minimizar seus respectivos papéis na execução. Para o DHPP, no entanto, não havia dúvida, os dois atuaram juntos na morte e na tentativa cruel de ocultar o cadáver pela incineração.

O delegado Barêtta, diretor do DHPP, destacou que a investigação seguiu todos os trâmites legais e foi conduzida com rigor técnico. Segundo ele, a equipe não “prende para investigar”, mas sim investiga para prender, e foi exatamente esse cuidado que resultou na conversão das prisões em preventivas. A polícia agora aguarda apenas os laudos periciais de local de crime e o resultado definitivo do DNA, embora já haja plena convicção sobre a autoria.

Com a homologação das prisões, o inquérito entra na fase final. O delegado Jorge Terceiro, responsável pelo caso, tem dez dias para concluir o procedimento policial. As próximas etapas incluem a consolidação dos laudos, a definição clara do papel de cada acusado e o envio do inquérito ao Ministério Público para oferecimento da denúncia.

Enquanto isso, a família de Emilly enfrenta dias de sofrimento profundo. A jovem, natural de Petrolina-PE, havia se mudado para Teresina em busca de novas oportunidades. Parentes e amigos descrevem Emilly como uma mulher doce, trabalhadora e cheia de planos. A brutalidade de sua morte intensificou a revolta e gerou forte comoção nas redes sociais, onde pedidos de justiça se multiplicam.

A repercussão do caso também levantou debates sobre a vulnerabilidade de mulheres jovens em situações de risco, além da necessidade de respostas rápidas e eficientes do sistema de segurança pública. O trabalho coordenado do DHPP foi elogiado por especialistas e autoridades, que ressaltaram a importância da celeridade na elucidação de crimes dessa natureza.

Agora, com os acusados mantidos em prisão preventiva, a Justiça segue o curso para responsabilizar quem tirou a vida de uma jovem que tinha sonhos, família e futuro. Cada detalhe revelado pela investigação reconstroi a narrativa de um crime marcado por frieza e crueldade, que abalou duas cidades e deixou uma família destruída. A expectativa, tanto da sociedade quanto dos parentes da vítima, é que a punição seja exemplar e que a memória de Emilly Yassmyn não seja esquecida.

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