
Por Josenildo Melo - Jornalista. Estudou Direito. Bacharel em Serviço Social. Licenciado em Filosofia
E a lucratividade?
De quê e de quem? Do WhatsApp. É uma multinacional, mas muita gente se pergunta de onde vêm seus lucros. Ultimamente, a perturbação a quem usa esse sistema de mensagens é algo corriqueiro e diário. A importância do equilíbrio tem razão de ser em alguns que pensam que somente lucram e não dão nenhum retorno. Muitos começam a se indagar sobre isso: por que, se pertencem a uma nação livre e independente, não deveriam preservar o direito à liberdade de expressão?
Você já pensou em profissões que atualmente vivem e dependem do WhatsApp? São inúmeras. E, atualmente, sem nenhum motivo, as pessoas estão sendo canceladas com a desculpa de que é spam. Qual o sentido de escrever se não existirão leitores para ler o conteúdo abordado? Jornalistas dependem desse tipo de ferramenta para que outras pessoas tenham acesso a conteúdo de qualidade. Deveria existir uma regulamentação sobre isso? Pensou nisso?
E a lucratividade? Há alguns pontos que precisam ser considerados. Lembro-me de um excelente parlamentar piauiense que, em muitas coisas, tem suas razões. Muitas empresas simplesmente se instalam nos países da América Latina e começam a acreditar que são donas da nação. É correta a forma como o WhatsApp tem tratado seus usuários no Brasil? Não há dias em que você se sente sem saber o que fazer? Geralmente, tudo que é porcaria é enviado e nada acontece. Já o povo cristão, que deseja simplesmente enviar uma mensagem de fé, todo santo dia é bloqueado por no mínimo 24 (vinte e quatro) horas. E como ficam os parentes que desejam saber notícias sobre a pessoa? Não é muita lucratividade sem dar o devido retorno à sociedade? Que instituições de caridade essas empresas têm construído em território nacional? Você já viu a notícia de que esses lucros construíram algum hospital ou centro universitário que possa beneficiar a população brasileira? Simplesmente resolveram cercear toda liberdade?
E a lucratividade advém de onde? Será que os inúmeros e-mails e telefonemas que importunam diariamente as pessoas chegam através da “venda de bancos de dados”? Mas existem outras opções, como o Telegram. Mas quem usa essas opções? Não é apenas o layout que não é expressivo; a questão é que quase ninguém usa as alternativas disponíveis. Por que não começam a surgir empresas nacionais interessadas em construir sistemas de envio de mensagens? Neste país, nada se cria, tudo se copia? Dias desses acordamos de madrugada pensando justamente sobre isso. Tem muita coisa errada acontecendo, mas setores do governo federal não estariam pensando de forma justa no que diz respeito a essas empresas de aplicativos de mensagens instantâneas? Está vendo como os bons jornalistas costumam pensar além das ideologias pessoais? De repente, pode ser que, nesta questão, o governo federal esteja verdadeiramente correto!
E a lucratividade das empresas transnacionais? Lembrei-me novamente de um amigo governador que, por mais liberal e capitalista que seja, costuma dizer que a educação tem que ser transformadora a tal ponto que reflita na criação de tecnologia própria. Que negócio é esse de tudo “vender para fora do país”? Por que somente proliferam no Brasil farmácias, drogarias e lojas de alimentação e bebidas? O nicho da tecnologia tem muito espaço. Existe atualmente uma verdadeira dominação tecnológica por parte de empresas internacionais. Onde andam os bancos brasileiros, que lucram tanto e não resolvem, de uma hora para outra, investir nesse setor lucrativo e praticamente invisível?
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