
O Brasil deu um passo importante para fortalecer sua atuação científica na Antártica. O Ministério das Comunicações firmou um Memorando de Entendimento com a TIM para instalar tecnologia 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz. A medida garante base legal para que a operadora amplie sua presença no continente, onde já oferece conexão 4G desde 2002. O acordo também envolve a Marinha do Brasil e a Anatel, reforçando o compromisso nacional com pesquisa e infraestrutura em uma região estratégica para o país.
Durante a cerimônia realizada na Embaixada da Itália, em Brasília, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que a iniciativa une telecomunicações e ciência em benefício dos pesquisadores que passam meses na Antártica. Segundo ele, a conectividade é parte central da estratégia de desenvolvimento e soberania do governo, dentro e fora do território continental. A TIM aproveitou o anúncio para confirmar o patrocínio de uma série documental sobre a rotina dos cientistas brasileiros na base.

A nova rede 5G vai ampliar a capacidade de produção científica, melhorar a rotina dos pesquisadores e fortalecer o Programa Antártico Brasileiro (Proantar). A conexão de alta velocidade deve beneficiar estudos essenciais sobre clima, biodiversidade e processos ambientais que impactam diretamente o Brasil. O governo afirma que o esforço pela conectividade na Antártica integra a mesma política que tem levado internet a escolas públicas, comunidades remotas e cidades da região Norte.
O ministro também ressaltou os avanços da expansão do 5G no território brasileiro, que já alcança quase 70% da população e supera metas previstas para 2027. Para ele, levar essa mesma tecnologia a uma das regiões mais extremas do planeta mostra o compromisso do país com ciência, cidadania e soberania. A parceria com a TIM será acompanhada de perto pelo Ministério das Comunicações, garantindo que cada etapa fortaleça o papel do Brasil na pesquisa polar.
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