
Sem o calor das emoções. Somente alguns dias depois do acontecido? Lógico. É assim que a imprensa correta deve agir. Governos genuinamente progressistas e liberais agem dessa forma. A prisão de um ex-presidente sempre tem repercussões e ninguém é capaz de mensurar onde isso vai dar. Não se trata aqui de partidarismo, mas sobretudo de respeito a fatos e acontecimentos “apurados”.
A sensação de pessoas sérias e inteligentes é que estão entregando de mãos beijadas as eleições de 2026 para as oposições. Outros até afirmam que não haveria adversário melhor para a disputa nas urnas do que a presença de Jair Messias Bolsonaro. Em suma: a prisão do ex-presidente só tende a impulsionar e catapultar ainda mais as oposições, que unidas lograriam êxito já em um primeiro turno?
Análise pragmática? Por mais que aumentem ainda mais o número de benefícios sociais, existe um cansaço por parte da população brasileira. Simplesmente não querem o mais do mesmo. Pesquisas já constatam o desejo popular por novos horizontes. Se isso é bom ou ruim, costumam dizer que pior não será. Tem um ditado popular que diz que tudo o que é forçado ou imposto não faz bem. Não vai adiantar empurrar goela abaixo alguém.
O povo, por mais que pareça apenas massa de manobra, tem a sua sabedoria. O Brasil está há mais de três anos apenas sob uma batuta de disputas. Um país que comemora a chegada de vale-gás gratuito não pode tornar-se potência, nem a médio e muito menos a longo prazo. A prisão de Jair Messias Bolsonaro pode desencadear ainda mais “o acirramento de ânimos”, não de forma abrupta, mas silenciosa, que é o pior tipo de comoção. Somente o tempo será capaz de dizer em que isso resultará!
Análise pragmática? Com juízo perante fatos e acontecimentos. O que está acontecendo no Brasil não ajuda em nada os governantes atuais. Pelo contrário: dificulta ainda mais a reeleição de muitos. Tem um sábio reverendo que costuma dizer e pregar abertamente que o medo é um alerta, mas não o fator decisivo nas decisões. Não foi à toa que Cristo Jesus enfatizou que quem pegar o seu arado e olhar para trás não é digno do Reino de Deus. Será que a defesa insana da velha mídia a ajudará a sobreviver neste mundo moderno e contemporâneo?
A “dependência financeira dos governos” já não está estragando o verdadeiro jornalismo? Seria muito mais lógico acionar os departamentos comerciais e se mexer; o caminho da dependência financeira de governos nunca foi benéfico à nobre imprensa. Mais dias ou menos dias, o castelo de areia desaba. O streaming toma conta dos países. Os portais tornam-se a cada dia fonte de informação muito mais segura. Quem ainda se atreve a “comprar jornais”? A TV já era!
Análise pragmática? Sem paixões e sem o calor das emoções! Não convém a qualquer bom cristão comemorar prisões de quem quer que seja. Prisão de generais passará em branco? O arcabouço estrutural em torno de um ex-presidente se dilui de uma hora para outra? Pensem bem. Tudo isso pode “ressuscitar politicamente” algo ou alguém que praticamente estava fadado ao fracasso. Já pensou se montam uma chapa Tarcísio para presidente e Zema de vice?
São Paulo e Minas Gerais numa só chapa? É loucura imaginar que eleições são vencidas “minando ou retirando alguém do páreo”. Alguma coisa está fora da ordem e quanto mais dinheiro for derramado, pior será. Lembram de uma eleição no Estado do Piauí em que um candidato derrotou todo um sistema considerado imbatível? Quem garante que, a nível nacional, isso não acontecerá?
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