
De acordo com o Vaticano, o percentual de católicos na população mundial aumentou em relação ao ano anterior, atingindo 17,8%. O número total de bispos em todo o mundo também cresceu, chegando a 5.430. Já o número de sacerdotes é de 406.996 (quatrocentos e seis mil, novecentos e noventa e seis). O total de diáconos permanentes continuou a aumentar (+1.234), alcançando 51.433.
No campo da educação e instrução, a Igreja administra 74.550 pré-escolas em todo o mundo, frequentadas por 7.639.051 alunos; 102.455 escolas primárias para 36.199.844 alunos; e 52.085 escolas de ensino fundamental e médio, que atendem 20.724.361 estudantes. Além disso, 2.688.625 alunos frequentam instituições de ensino superior e 4.468.875 frequentam universidades vinculadas à Igreja Católica.
O número total de instituições de saúde, caridade e assistência social associadas à Igreja é de 103.951, incluindo: 5.377 hospitais e 13.895 dispensários; 504 leprosários; 15.566 lares para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência; 10.858 creches; 10.827 centros de aconselhamento matrimonial; 3.147 centros de educação social ou reabilitação; e 35.184 outras instituições. Os números impressionam!
Igreja Católica estanca a sangria? Até mesmo no Brasil, os evangélicos já não crescem como antes. O avanço desacelerou devido a um número expressivo de iniciativas por parte de bispos e sacerdotes católicos. O que significa uma “sangria”? Em termos religiosos, trata-se de algo que está se esvaindo, perdendo fiéis de forma contínua.
Nos últimos anos, o Brasil viu uma verdadeira proliferação de igrejas evangélicas, especialmente as de cunho pentecostal ou neopentecostal. O que poderia justificar a contenção desse crescimento? O aumento considerável da atuação das emissoras de rádio e TV católicas. Parece que a aquisição de meios de comunicação pelos evangélicos cessou — ou desacelerou. Soma-se a isso a maior capilaridade católica e seu envolvimento com instituições de saúde, educação e mecanismos de “controle social”.
Igreja Católica Apostólica Romana estanca a sangria? De 2020 a 2025, verifica-se uma movimentação formativa mais intensa, de reforço doutrinal. Já não importa apenas a quantidade, mas a qualidade do rebanho. O processo de catequese foi aprimorado e as redes sociais ampliaram o contato com os fiéis. Há até um movimento de retorno ao catolicismo, visível e exaltado.
A contenção da sangria, entretanto, não significa necessariamente o retorno à hegemonia religiosa. Protestantes históricos e evangélicos tradicionais continuam crescendo, sobretudo as igrejas de cunho clássico. Presbiterianos e batistas calvinistas seguem avançando em setores cruciais da sociedade, por meio de universidades, seminários de formação clerical, faculdades e escolas confessionais.
Igreja estanca a sangria? A reflexão deve partir de outra ótica: qual é a real presença cristã na sociedade contemporânea? Quem ainda respeita ou atribui valor exponencial à religiosidade ou às religiões? O certo mesmo é que o Evangelho continua transformando vidas e gerando forte impulsionamento vital. A fé possibilita o surgimento de pessoas que se tornam “verdadeiros freios de contenção” num mundo em transformação — mudanças estas que nem sempre levam em conta o maior dom de Deus: a VIDA humana!
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