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Polícia DECORO PARLAMENTAR

Quando o parlamentar vira brigão de rua: o vexame de Renato Freitas expõe o PT - de novo

Deputado petista se envolve em briga, leva surra e reacende o debate sobre decoro, impunidade e o eterno “passar pano” partidário

19/11/2025 às 18h59 Atualizada em 19/11/2025 às 19h41
Por: Douglas Ferreira
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Renato Freitas: não basta se brigão, tem que apanhar na rua - Foto: Reprodução
Renato Freitas: não basta se brigão, tem que apanhar na rua - Foto: Reprodução

Só mesmo no Brasil - e, convenhamos, só mesmo no PT - para um deputado estadual transformar o meio da rua em ringue de luta livre. Renato Freitas, conhecido mais pelas polêmicas do que pelo trabalho legislativo, protagonizou mais um vexame nesta quarta-feira (19), ao se envolver numa briga em plena Rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba.

E, para piorar, tentou bater… e terminou apanhando.

O vídeo, que viralizou instantaneamente, mostra troca de socos, empurrões e um nocaute quase cinematográfico. É o tipo de cena que resume a degradação da política contemporânea: parlamentar que confunde mandato com carteirinha de clube de luta.

Por que ele se envolveu na briga?

Até agora, não há versão oficial convincente.
A assessoria do deputado afirma que tudo teria começado por causa de uma “discussão acalorada”, mas sem detalhar o motivo. Alega ainda que Renato teria sido provocado - uma justificativa tão genérica quanto recorrente em brigas de bar.

Nos bastidores, circulam relatos de que a confusão teria sido motivada por:

  • debate político que saiu do controle;

  • possível desentendimento prévio entre os envolvidos;

  • ou mesmo provocações mútuas durante a discussão.

Nada confirmado.
Mas, em qualquer cenário, não existe justificativa razoável para um parlamentar descer ao nível de briga corporal em via pública.

Quem é o homem que nocauteou o deputado?

O homem que aparece no vídeo trocando socos com Freitas ainda não teve a identidade oficialmente divulgada. Mas relatos iniciais apontam que não se trata de militante político nem de figura conhecida.
Parece ser um cidadão comum que, por algum motivo - ainda nebuloso - acabou envolvido na discussão.

O que está claro é: ele levou a melhor.
E expôs, diante das câmeras, mais um capítulo da longa lista de controvérsias do parlamentar petista.

Mais um escândalo na coleção de Renato Freitas

A briga pública é só mais um item num currículo recheado de turbulências:

  • Suspensão no Conselho de Ética da ALEP por incitar invasão da Assembleia (punição depois suspensa pela Justiça);

  • Cassação como vereador de Curitiba, derrubada pelo STF;

  • Envolvimento constante em protestos que ultrapassam o limite institucional.

Renato Freitas se tornou um personagem que vive no fio da navalha entre ativismo político e conduta incompatível com o cargo.

E o PT? Vai passar pano de novo?

Essa é a pergunta inevitável.
Historicamente, o PT costuma blindar seus quadros - mesmo os mais problemáticos. O partido já defendeu Freitas em episódios anteriores, sempre pintando críticas como “perseguição política”.

Agora, porém, a situação é mais delicada:

  • O vídeo é explícito, não há interpretação possível.

  • A quebra de decoro é evidente, porque a legislação não exige que a conduta inapropriada ocorra dentro da Assembleia.

  • A repercussão nacional é negativa, e ainda mais em um momento em que o PT tenta controlar danos na opinião pública.

Nos próximos dias, veremos se o partido tende à autocrítica - improvável - ou se reafirmará o velho hábito de minimizar tudo como se fosse “mera provocação”.

Pedido de cassação: chance real ou formalidade política?

O vereador Guilherme Kilter (Novo) protocolou pedido de cassação por quebra de decoro. A iniciativa tem peso simbólico, mas a decisão final depende:

  • Da ALEP, onde Freitas tem aliados;

  • De interpretação política, não apenas jurídica;

  • Do humor do PT, que controla a narrativa interna.

Ou seja: cassação é possível, mas não garantida.
O vídeo pressiona, a opinião pública exige punição, mas a política brasileira tem um talento quase sobrenatural para transformar escândalos em nada.

Conclusão: um retrato fiel da política que perdeu o senso de responsabilidade

A imagem é forte: um deputado, no meio da rua, brigando como adolescente de escola.
Não é apenas constrangedor. É indicativo de decadência institucional.

Quando um parlamentar que deveria legislar, fiscalizar e servir ao Estado se permite esse tipo de comportamento, o que sobra?

Sobra vergonha.
Sobra descrédito.
E sobra a sensação de que a política brasileira, em certos casos, enche muito e representa pouco.

Confira o vídeo e tire suas próprias conclusões:

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