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Cultura PREPOTÊNCIA

Perdidos na arrogância?

Como a prepotência, o apego ao poder e a inversão de valores aprofundam a crise política, econômica e social que consome o Brasil.

19/11/2025 às 08h02 Atualizada em 19/11/2025 às 11h08
Por: Redação GH1 Fonte: Josenildo Melo
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Foto: Imagem gerada por IA
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Arrogância e prepotência? Certo mesmo é a desconfiança que só aumenta entre os brasileiros. A volta da quebradeira de bancos é algo grave. O que deve cobrir os prejuízos é o FGC – Fundo Garantidor de Créditos. Mas, além da insegurança jurídica que agora permeia o país, as pessoas começam a temer fazer aplicações no mercado financeiro.

A verdade é que a bola de neve cresce, e esses sinais podem representar perdas eleitorais significativas em 2026. A crise avança e atormenta, sobretudo, os mais simples materialmente, que vivem à mercê de Deus e da “caridade” de quem ainda tem “coração”. É crise de todo lado — embora, na velha mídia, pareça que tudo está perfeito. Mas até ela já dá sinais de desistência: está apenas colhendo seus “dividendos”, pois tem “folhas de pagamento” a honrar. Eis a nobre realidade.

Perdidos na arrogância? O que esses termos realmente significam?
Arrogância é um sentimento de superioridade que leva ao desprezo pelos outros; prepotência é o abuso de poder para se colocar acima de todos. Ambas descrevem comportamentos de quem se acha melhor do que os demais, revelando excesso de autoconfiança, desconsideração por opiniões alheias e dificuldade em reconhecer erros.

Mas seriam essas características inerentes ao exercício do poder?
Não se pode generalizar. Existem homens públicos sensatos e serenos. O problema é a vontade de mudar o mundo de forma abrupta e impor valores que não correspondem à realidade brasileira. O Brasil sempre foi um país de equilíbrio e bom senso. A inversão de valores está destruindo essa base, espalhando provérbios populares pessimistas e transformando descrença e desesperança em rotina.

Perdidos na arrogância e prepotência? Então acrescentemos o apego e o medo.
O apego se traduz na obstinação em não sair do poder — buscam a permanência eterna.
O medo consiste em não crer em mais nada, nem em ninguém. Muitos saíram da simplicidade material para se tornarem milionários da noite para o dia; temem voltar a ser o que eram. É certo que o poder seduz, mas seus ocupantes raramente consideram os ônus, apenas os bônus. Nem todos têm condições físicas e psicológicas para ocupar cargos de poder — assim como estudar não é dom de todos, mas isso não os torna inferiores; apenas vocacionados para outras áreas.

Falta humildade. Sobra arrogância. E isso estremece relações, inclusive as políticas.

O poder corrói em todos os âmbitos.
O sacerdócio não deveria ser um serviço? Mas depois de assumirem paróquias com centenas de dizimistas, alguns reverendos se transformam — e nem sempre para melhor. O poder deveria ser um ato de servir, e não de dominar.

A etimologia de “Servidor Público” deixa isso claro: servir ao público.
E aqueles nos altos cargos deveriam servir ainda mais. Despesas públicas equilibradas garantem mais recursos para saúde, educação e segurança. Consequentemente, as pessoas se sentem mais civilizadas, confortáveis e seguras.

Eis a vida como deveria ser.

“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”.
— Frase atribuída a Bertram Carr.

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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