
A crise política em Parnaíba entrou em uma nova etapa após a Câmara Municipal receber, na última quinta-feira (13), um pedido de impeachment contra o prefeito Francisco Emanuel. A denúncia, apresentada por um morador da cidade, acusa o gestor de descumprir o prazo legal para sancionar uma lei aprovada pelos vereadores, o que seria um ato de improbidade administrativa. O documento agora está nas mãos da equipe jurídica da Casa, que vai avaliar se a acusação cumpre os requisitos formais antes de levar o tema à votação no plenário.
Enquanto isso, outro foco de pressão ganha força: o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) intensificou investigações sobre contratos milionários firmados pela Prefeitura. Servidores e empresários já foram notificados pela Corte para apresentar defesa em processos que, segundo fontes, se acumulam em grande volume. Entre os citados estão o secretário de Serviços Urbanos, Felipe da Silva Sousa, e a presidente da Comissão Especial de Contratação, Bruna Fontenele, ambos com 15 dias úteis para responder às acusações.
As suspeitas envolvem desde procedimentos administrativos até contratos com empresas terceirizadas. Além do TCE, órgãos como o Ministério Público do Estado, o Ministério Público Federal e até a Controladoria-Geral da União acompanham o caso. Uma das apurações mais delicadas envolve a anulação de R$ 7,1 milhões do Fundeb, medida que teria levantado questionamentos sobre a gestão dos recursos da educação no município.
Com o avanço das investigações, vereadores de oposição e até aliados do governo aguardam um possível posicionamento do TCE-PI sobre o afastamento temporário do prefeito, que pode chegar a seis meses. Se isso ocorrer, o presidente da Câmara, Daniel Jackson, assume interinamente por 30 dias.
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