
Em que outro país do mundo se descobre uma fraude bilionária por semana? A resposta é simples: nenhum. Ou talvez ninguém saiba responder. Mas no Brasil, a indústria da corrupção nunca fecha as portas. Esquemas, fraudes e escândalos brotam como erva daninha. Se houvesse efetivo suficiente na inteligência das polícias estaduais e da Polícia Federal, talvez uma nova fraude fosse descoberta a cada dia.
Haja dinheiro público.
E não é de espantar que o brasileiro já tenha se tornado um especialista em conviver com rombos bilionários. É o INSS, a Previdência, os Correios, a Petrobras, a Eletronuclear, o Ministério da Saúde, o programa Pé de Meia, a Eletrobras, os Fundos de Pensão... e a lista segue longa. Sem esquecer, claro, os grandes clássicos: Mensalão e Petrolão.
E o que todos esses escândalos têm em comum?
Três letras: PT — o Partido dos Trabalhadores.
O DNA da esquerda aparece em toda grande fraude no país.
Mas a corrupção não é monopólio federal. Há esquemas nos estados, nas prefeituras, nas estatais. E, como se não bastasse, as facções criminosas aprenderam rápido. Imitaram o governo e agora também fraudam — de empresas de ônibus a combustíveis, e em todo o país, inclusive no Piauí.
A pergunta que ecoa é: o que está acontecendo com o Brasil?
Como definir essa bandidagem institucionalizada, dentro e fora do poder?
Seria isso reflexo da bandidolatria que tomou conta do país — onde o criminoso é exaltado e o honesto é ridicularizado?
Enquanto se busca a resposta, a Polícia Federal segue trabalhando. Nesta quarta-feira (12/11), deflagrou a Operação Coffee Break, para apurar fraudes em licitações públicas.
Foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP), com ações em São Paulo, Distrito Federal e Paraná.
A investigação, que contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar de São Paulo, apura crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação ilegal e organização criminosa.
Mais uma operação. Mais uma fraude.
E a sensação de que, no Brasil, a corrupção não tem fim — apenas capítulos novos. Qual será o capítulo de amanhã ou da próxima semana?
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