
O Firefox acaba de dar mais um passo na sua cruzada pela privacidade online. A Mozilla anunciou novas proteções contra o chamado fingerprinting, técnica usada por sites para rastrear usuários a partir de detalhes do navegador e do computador, mesmo sem o uso de cookies. Agora, o navegador limita o acesso a informações como fontes instaladas, tipo de processador e resolução de tela.
Essas defesas estreiam no modo de Navegação Privativa e na configuração “Rigoroso” da Proteção Aprimorada contra Rastreamento (ETP). Depois do período de testes, a Mozilla pretende liberar o recurso para todos os usuários. A atualização chega com o Firefox 145, que também traz mudanças técnicas para dificultar a criação de “impressões digitais”, como adicionar ruído a imagens de fundo, restringir o número de toques reconhecidos em telas sensíveis e declarar que o processador tem apenas dois núcleos.
Segundo a empresa, as melhorias fazem parte da “fase 2” do plano de privacidade. A primeira etapa já havia reduzido em 35% a capacidade de rastreamento por fingerprinting. Agora, com os novos ajustes, a Mozilla quer tornar a identificação de usuários ainda mais difícil, sem comprometer a compatibilidade dos sites.
A desenvolvedora reforça que bloquear totalmente o envio de informações do sistema prejudicaria o funcionamento de páginas legítimas. Por isso, o Firefox adota um equilíbrio entre privacidade e usabilidade, escondendo apenas o que é realmente sensível. O navegador segue como uma das principais opções para quem busca navegar com mais segurança e menos exposição de dados.
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