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Polícia REDE CRIMINOSA

Operação Macondo desmonta rede de agiotagem que aterrorizava seis cidades do Piauí

Alvos, prisões e as acusações contra o esquema irregular de crédito

11/11/2025 às 06h41
Por: Douglas Ferreira
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A operação foi simultânea em seis cidade do Piauí, inclusive, a capital - Foto: Reprodução
A operação foi simultânea em seis cidade do Piauí, inclusive, a capital - Foto: Reprodução

A Operação Macondo, deflagrada nesta terça-feira (11) pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI) no âmbito do programa Pacto Pela Ordem, atingiu um esquema organizado de agiotagem que atuava em seis municípios piauienses: Teresina, Parnaíba, Oeiras, Barras, Picos e Água Branca.

Segundo as autoridades, foram cumpridos 15 mandados de prisão, 18 mandados de busca e apreensão e determinado bloqueio judicial de R$ 5 milhões em contas vinculadas aos investigados. A ação visou indivíduos investigados por concessão irregular de crédito (agiotagem), lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos.

Os alvos da operação são integrantes de um grupo que, de acordo com as investigações, era majoritariamente formado por estrangeiros — em especial oriundos da Colômbia e da Venezuela — os quais ofertavam empréstimos informais a juros abusivos que ultrapassavam 30% ao mês. As vítimas eram pequenos comerciantes, vendedores ambulantes e trabalhadores autônomos que recorreram aos empréstimos por necessidade.

As investigações detalham que, além dos juros extorsivos, o esquema utilizava métodos de cobrança coercitivos: exigência de pagamento diário ou semanal, ameaças, destruição de mercadorias e perseguição deliberada contra devedores e até familiares. Foram relatados desaparecimentos e suicídios entre as vítimas, segundo a SSP-PI.

O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, afirmou que a operação representa “um passo decisivo no enfrentamento de condutas ilícitas que afetam a dignidade de trabalhadores e pequenos comerciantes, expostos a um ciclo de medo e coerção”. Ele ressaltou que a rede agia à margem da lei e sem garantia de direitos às vítimas.

Os investigados vão responder por crimes de agiotagem, concessão irregular de crédito, cobrança usurária, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O bloqueio dos R$ 5 milhões marca a tentativa de cortar o fluxo financeiro que alimentava o esquema e seus operadores.

A ação foi coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e contou com o apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP). A iniciativa reforça o compromisso estadual com a repressão a grupos que exploram economicamente populações vulneráveis.

Embora os números da operação sejam expressivos, a SSP-PI não detalhou ainda os nomes dos presos e nem o grau de envolvimento específico de cada um. A continuidade das investigações visa identificar plenamente os mandantes, descobrir conexões com outras práticas ilegais e garantir reparação às vítimas.

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