
O governador Rafael Fonteles sancionou a Lei nº 8.847, que institui oficialmente a Política Estadual de Prevenção e Combate a Fraudes Virtuais e Crimes Cibernéticos no Piauí. A legislação define diretrizes para modernizar a segurança digital do estado e enfrentar a nova geração de golpes virtuais — cada vez mais ousados e tecnologicamente sofisticados.
O texto foi encaminhado pelo Poder Executivo estadual, que projetou a política e organizou as bases legais para a atuação integrada entre órgãos públicos e parceiros privados no enfrentamento aos crimes digitais. A proposta é vista como um esforço direto do governo para centralizar estratégias, padronizar ações e fortalecer a infraestrutura de proteção digital.
A legislação é ampla e abrange uma série de crimes cibernéticos que têm feito vítimas em massa no país. Entre eles:
phishing (roubo de dados por links ou sites falsos)
ransomware (sequestro de dados digitais com pedido de resgate)
roubo de identidade digital (clonagem de perfis, falsificação de documentos)
engenharia social (manipulação psicológica para obter vantagens ilícitas)
deepfakes (alteração de imagens e vídeos com uso de IA para enganar vítimas)
divulgação ilegal de conteúdo íntimo
fraudes bancárias e golpes de transferência
clonagem de aplicativos de mensagens
invasão de contas, perfis ou sistemas
O enfoque é tanto preventivo quanto repressivo, com estímulo ao uso de tecnologia, capacitação de agentes e integração entre instituições.
Sim.
O texto explica que o governo poderá firmar convênios, parcerias e termos de cooperação com:
órgãos públicos
empresas de tecnologia
plataformas digitais
instituições financeiras
universidades
entidades privadas
O objetivo é viabilizar suporte tecnológico, desenvolvimento de ferramentas de segurança, monitoramento de ameaças e canais de denúncias mais eficientes.
A legislação também considera:
preservação de provas digitais
proteção de dados
respeito à privacidade
segurança jurídica em investigações
A lei passa a valer já após a sanção, produzindo efeitos imediatos. A implementação ocorrerá de forma gradual, conforme as diretrizes forem organizadas, os convênios firmados e as estruturas de combate forem ampliadas dentro da rede estadual.
O delegado Humberto Mácola, referência em crimes digitais no estado, afirmou que a nova legislação representa um avanço decisivo. Segundo ele, os criminosos virtuais estão se sofisticando rapidamente, impulsionados inclusive pelo uso de inteligência artificial.
Para Mácola:
“A atuação desses criminosos cresce de forma acelerada e exige respostas articuladas, com cooperação entre setores públicos e privados. A nova lei coloca o Estado em posição de protagonismo e fortalece a proteção da população piauiense”.
Ele reforça que muitos golpes atuais são extremamente críveis e exploram vulnerabilidades emocionais, financeiras e tecnológicas das vítimas.
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