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Spyware “Landfall” invade celulares Galaxy por quase um ano sem que usuários percebessem

Falha zero-day permitia ataque apenas com envio de uma imagem; vítimas estavam concentradas no Oriente Médio

10/11/2025 às 07h11
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Pesquisadores da Palo Alto Networks descobriram uma operação silenciosa de espionagem que mirou celulares da linha Galaxy, da Samsung. O ataque explorava uma falha até então desconhecida no Android, uma vulnerabilidade zero-day, que permitia a invasão do aparelho apenas com o recebimento de uma imagem maliciosa enviada por aplicativos de mensagens. O usuário não precisava clicar ou abrir o arquivo para ser infectado. A campanha, apelidada de Landfall, ficou ativa por quase um ano antes de ser identificada.

Segundo o relatório da Unit 42, divisão de cibersegurança da Palo Alto, o spyware não foi espalhado em massa. Ele mirava pessoas específicas, o que indica um ataque de espionagem direcionada. A maioria das vítimas estaria em países do Oriente Médio, incluindo Marrocos, Irã, Iraque e Turquia. Um dos servidores do malware chegou a ser bloqueado pela equipe nacional de resposta cibernética da Turquia, reforçando a presença de alvos locais. A brecha usada, registrada como CVE-2025-21042, só foi corrigida pela Samsung em abril de 2025.

O Landfall dava aos invasores acesso praticamente total ao aparelho: fotos, mensagens, contatos, chamadas, localização e até ativação do microfone. A análise técnica mostrou que os hackers tinham interesse especial em modelos recentes, como Galaxy S22, S23, S24 e dispositivos da linha Z, mas especialistas acreditam que outros aparelhos rodando Android 13 a 15 também estavam vulneráveis durante o período do ataque.

Além disso, a infraestrutura usada pelo spyware é parecida com a de grupos como o Stealth Falcon, que já foi associado a ataques contra jornalistas e ativistas nos Emirados Árabes Unidos. Apesar das semelhanças, os pesquisadores afirmam que ainda não há provas suficientes para apontar um governo ou empresa como responsável. Para eles, o que está claro é que se tratou de um ataque cirúrgico, sofisticado — e que passou meses totalmente despercebido pelos usuários.

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