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Megaoperação derruba serviços de TV pirata que tinham milhões de usuários

Queda atinge 14 plataformas e expõe esquema internacional que faturava até R$ 1 bilhão por ano

07/11/2025 às 17h22 Atualizada em 09/11/2025 às 20h30
Por: Wagner Albuquerque
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Policiais apreenderam dinheiro e dispositivos eletrônicos em escritório alvo de busca em operação contra streaming pirata — Foto: Reprodução
Policiais apreenderam dinheiro e dispositivos eletrônicos em escritório alvo de busca em operação contra streaming pirata — Foto: Reprodução

Os principais serviços de streaming pirata usados em TV boxes ilegais começaram a sair do ar nos últimos dias, deixando milhões de usuários sem acesso. Entre os aplicativos afetados estão My Family Cinema, TV Express e vários outros populares em aparelhos como Duosat e BTV, vendidos no Brasil sem autorização da Anatel. Somando tudo, essas plataformas tinham mais de 6 milhões de assinantes — só o Brasil respondia por 4,6 milhões.

A queda em massa ocorreu depois de uma investigação internacional que começou em 2024. A Alianza, grupo que reúne empresas de combate à pirataria, descobriu que parte do esquema operava na Argentina e denunciou o caso ao Ministério Público de Buenos Aires. A Justiça autorizou buscas em escritórios que, por fora, pareciam empresas legítimas, mas funcionavam como base para vendas, marketing e suporte das plataformas ilegais. No local, a polícia encontrou notebooks, HDs, milhares de cartões de recarga e até criptomoedas usadas no esquema.

Mesmo com a operação acontecendo na Argentina, o público-alvo dessas TV boxes estava em outros países, principalmente Brasil, México e Equador. A escolha do território argentino, segundo a Alianza, foi estratégica: custos menores, mão de obra qualificada e a falsa impressão de que o negócio não estaria centralizado ali. A investigação também revelou que o grupo criminoso contava com ex-executivos e funcionários ativos de grandes empresas de mídia.

As empresas derrubadas cobravam entre US$ 3 e US$ 5 por mês para liberar filmes, séries e eventos esportivos protegidos por direitos autorais. No total, o esquema pode ter movimentado até US$ 200 milhões por ano. A Anatel, que não participou da operação, reforçou que TV boxes só podem ser usadas no Brasil se forem homologadas. Além de pirataria, aparelhos irregulares podem causar interferências e abrir brechas para ataques hackers, alerta a agência.

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