
A velocidade média da banda larga fixa no Brasil superou pela primeira vez a barreira dos 500 Mega. Segundo a Anatel, em setembro de 2025 o país alcançou 501,20 Mb/s, resultado do avanço da fibra óptica e da migração dos usuários de tecnologias antigas, como cabo de cobre e coaxial. O salto é expressivo: em 2019, capitais como Macapá mal passavam de 5 Mb/s, e até 2022 a média nacional era de 239,5 Mb/s.
Apesar do recorde, o desempenho ainda varia bastante entre os estados. Santa Catarina lidera com impressionantes 1.084,81 Mb/s, seguida por Pará, Bahia, Distrito Federal e Acre. Já entre as cidades, a Bahia domina: Amélia Rodrigues, Irará, Cícero Dantas, Terra Nova e Novo Triunfo figuram entre as maiores velocidades contratadas — em alguns casos, ultrapassando a casa dos 20 mil Mb/s, impulsionadas pela penetração da fibra e pela atuação de provedores locais.
Hoje, a fibra óptica já representa 78,6% dos 53,7 milhões de acessos fixos do país, consolidando-se como principal meio de conexão. As demais tecnologias — coaxial, rádio, cabo metálico e satélite — têm participação cada vez menor, refletindo a modernização acelerada das redes em todo o território nacional.
Mesmo com a marca histórica, a Anatel quer mais. O plano estratégico da agência prevê elevar a média nacional para 1 Gb/s até 2027. Para isso, será preciso substituir as redes antigas e expandir o backhaul de fibra para todos os municípios. Os pequenos provedores, que têm sido decisivos nessa expansão, já oferecem planos gigabit por menos de R$ 200, levando alta velocidade para o interior do país.
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