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Piauí TRABALHO

Piauí tem menos pessoas trabalhando que qualquer outro estado do Brasil

Dados do IBGE mostram que só 43% da população em idade ativa está ocupada, abaixo da média nacional de 53,5%

20/10/2025 às 11h42 Atualizada em 21/10/2025 às 13h03
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Piauí registrou, em 2022, o menor nível de ocupação do Brasil: apenas 43% da população com 14 anos ou mais estava trabalhando, contra 53,5% da média nacional. Segundo o IBGE, são consideradas ocupadas as pessoas que trabalharam ao menos uma hora na semana de referência, incluindo empregos formais, informais e ajuda em negócios familiares.

Dados:
    •    Piauí: 43% da população ocupada
    •    Média nacional: 53,5%
    •    Diferença: –10,5 pontos percentuais

A desigualdade de gênero chama atenção: apenas 34,5% das mulheres estavam ocupadas, o segundo pior índice do país, enquanto entre os homens a taxa foi de 51,9%, a mais baixa do Brasil. No recorte por raça ou cor, o maior nível de ocupação foi entre pessoas que se declararam amarelas (49,5%), seguido por pretos (46,1%), brancos (44,7%), pardos (41,7%) e indígenas (37%).

Dados:
    •    Homens no Piauí: 51,9% (menor índice do Brasil)
    •    Mulheres no Piauí: 34,5% (2º menor do país)
    •    Faixa etária mais ocupada: 35 a 39 anos (60,8%)
    •    Menor índice: idosos 65+ (11,6%)

O levantamento também mostra que 29 municípios piauienses estão entre os 100 com menor nível de ocupação do país. Em cidades como Joca Marques (13,1%) e Jurema (13,2%), mais de 80% da população em idade de trabalhar está fora do mercado. No total, 84 municípios do Piauí têm nível de ocupação igual ou inferior a 30%, um retrato preocupante da falta de oportunidades no interior.

Dados:
    •    Municípios piauienses no “top 100” negativo: 29
    •    Joca Marques: 13,1% ocupados
    •    Jurema: 13,2% ocupados
    •    84 cidades do estado ≤ 30% de ocupação

Apesar do cenário difícil, alguns municípios conseguiram superar a média nacional. Teresina lidera no estado, com 55,6% da população ocupada. Floriano (54,1%), Canavieira (52,2%), São Raimundo Nonato (52,1%) e Parnaíba (52%) também ficaram acima da média estadual e da média do Brasil. Os dados reforçam as desigualdades regionais e os desafios do Piauí em levar mais empregos para além da capital.

Dados:
    •    Teresina: 55,6% (acima da média nacional)
    •    Floriano: 54,1%
    •    Canavieira: 52,2%
    •    São Raimundo Nonato: 52,1%
    •    Parnaíba: 52%

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