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Polícia GABINETE DE OURO

O silêncio de Sol Pessoa: depoimento revela tensão e mistério na Operação Gabinete de Ouro

Ex-chefe de gabinete do ex-prefeito Dr. Pessoa nega envolvimento direto em esquema milionário, promete colaborar com a Justiça, mas evita esclarecer origem de valores bloqueados e conversas comprometedoras

16/10/2025 às 11h32
Por: Douglas Ferreira
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Sol Pessoa sendo presa - Foto: Reprodução
Sol Pessoa sendo presa - Foto: Reprodução

A manhã desta quinta-feira (16) marcou um novo capítulo na Operação Gabinete de Ouro, que investiga um sofisticado esquema de corrupção dentro da Prefeitura de Teresina. A protagonista do dia foi Suelene Pessoa, mais conhecida como Sol Pessoa, ex-chefe de gabinete do ex-prefeito Dr. Pessoa, que prestou depoimento por videoconferência à Polícia Civil do Piauí.

Durante cerca de duas horas de oitiva, conduzida pelo delegado Ferdinando Martins, Sol respondeu a questionamentos sobre o seu papel no núcleo de poder que, segundo as investigações, teria manipulado contratações e movimentado recursos públicos de forma irregular. Ela reafirmou estar “à disposição da Justiça” e prometeu colaborar com as apurações, mas evitou respostas diretas sobre os pontos mais delicados do inquérito.

Fontes próximas à investigação revelam que o depoimento foi técnico e calculado, sem confissões, mas também sem enfrentamento aberto às provas apresentadas. A defesa de Sol buscou demonstrar serenidade e disposição em contribuir, ao mesmo tempo em que tenta afastar a imagem de que ela seria a “peça-chave” de um esquema que, segundo a Polícia Civil, movimentou cifras milionárias.

O juiz responsável autorizou que a oitiva ocorresse por videoconferência, já que Sol está custodiada preventivamente. A decisão visou preservar a segurança e garantir o andamento das investigações, que ainda podem ter novos desdobramentos nas próximas semanas.

Entre os temas abordados, estiveram o bloqueio judicial de bens — que pode ultrapassar R$ 75 milhões — e as mensagens de WhatsApp que, segundo a polícia, comprovam o controle absoluto de Sol sobre contratações, salários e repasses dentro do gabinete do ex-prefeito.

Os prints revelados pela imprensa mostram que nada acontecia sem o aval de Sol. Em diversas conversas, ela orientava subordinados sobre nomeações e valores, demonstrando poder de decisão em diferentes secretarias. Em uma delas, chega a determinar que nenhuma contratação fosse feita “sem passar pelo gabinete”.

Durante o depoimento, porém, Sol não confirmou nem negou a autenticidade das mensagens. Sua defesa alega que o material está “fora de contexto” e que as trocas de mensagens “não configuram crime”, mas sim atos administrativos de rotina. A justificativa para os valores bloqueados ainda não foi apresentada de forma detalhada.

A Polícia Civil, por sua vez, trabalha com a tese de que o grupo montou uma estrutura paralela de poder dentro da Prefeitura, direcionando contratos e controlando a folha de pagamentos para beneficiar aliados políticos e pessoais. O nome de Sol Pessoa aparece como um dos vértices dessa engrenagem.

Mesmo sem respostas definitivas, o depoimento de hoje reforçou uma percepção: o caso está longe de terminar. O cerco aperta, e a cada nova fase da operação, surgem provas que ampliam o alcance das investigações. A própria Polícia Civil não descarta novas prisões e oitivas.

Enquanto isso, Sol Pessoa — figura que por anos simbolizou confiança e influência no gabinete de Dr. Pessoa — tenta agora reconstruir sua imagem diante de acusações que podem redefinir o cenário político-administrativo de Teresina. O tempo e a Justiça dirão se sua colaboração será decisiva para esclarecer o que de fato ocorreu dentro do chamado “Gabinete de Ouro”.

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Ex-chefe de gabinete do ex-prefeito Dr. Pessoa nega envolvimento direto em esquema milionário, promete colaborar com a Justiça, mas evita esclarecer origem de valores bloqueados e conversas comprometedoras.


A manhã desta quinta-feira (16) marcou um novo capítulo na Operação Gabinete de Ouro, que investiga um sofisticado esquema de corrupção dentro da Prefeitura de Teresina. A protagonista do dia foi Suelene Pessoa, mais conhecida como Sol Pessoa, ex-chefe de gabinete do ex-prefeito Dr. Pessoa, que prestou depoimento por videoconferência à Polícia Civil do Piauí.

Durante cerca de duas horas de oitiva, conduzida pelo delegado Ferdinando Martins, Sol respondeu a questionamentos sobre o seu papel no núcleo de poder que, segundo as investigações, teria manipulado contratações e movimentado recursos públicos de forma irregular. Ela reafirmou estar “à disposição da Justiça” e prometeu colaborar com as apurações, mas evitou respostas diretas sobre os pontos mais delicados do inquérito.

Fontes próximas à investigação revelam que o depoimento foi técnico e calculado, sem confissões, mas também sem enfrentamento aberto às provas apresentadas. A defesa de Sol buscou demonstrar serenidade e disposição em contribuir, ao mesmo tempo em que tenta afastar a imagem de que ela seria a “peça-chave” de um esquema que, segundo a Polícia Civil, movimentou cifras milionárias.

O juiz responsável autorizou que a oitiva ocorresse por videoconferência, já que Sol está custodiada preventivamente. A decisão visou preservar a segurança e garantir o andamento das investigações, que ainda podem ter novos desdobramentos nas próximas semanas.

Entre os temas abordados, estiveram o bloqueio judicial de bens — que pode ultrapassar R$ 75 milhões — e as mensagens de WhatsApp que, segundo a polícia, comprovam o controle absoluto de Sol sobre contratações, salários e repasses dentro do gabinete do ex-prefeito.

Os prints revelados pela imprensa mostram que nada acontecia sem o aval de Sol. Em diversas conversas, ela orientava subordinados sobre nomeações e valores, demonstrando poder de decisão em diferentes secretarias. Em uma delas, chega a determinar que nenhuma contratação fosse feita “sem passar pelo gabinete”.

Durante o depoimento, porém, Sol não confirmou nem negou a autenticidade das mensagens. Sua defesa alega que o material está “fora de contexto” e que as trocas de mensagens “não configuram crime”, mas sim atos administrativos de rotina. A justificativa para os valores bloqueados ainda não foi apresentada de forma detalhada.

A Polícia Civil, por sua vez, trabalha com a tese de que o grupo montou uma estrutura paralela de poder dentro da Prefeitura, direcionando contratos e controlando a folha de pagamentos para beneficiar aliados políticos e pessoais. O nome de Sol Pessoa aparece como um dos vértices dessa engrenagem.

Mesmo sem respostas definitivas, o depoimento de hoje reforçou uma percepção: o caso está longe de terminar. O cerco aperta, e a cada nova fase da operação, surgem provas que ampliam o alcance das investigações. A própria Polícia Civil não descarta novas prisões e oitivas.

Enquanto isso, Sol Pessoa — figura que por anos simbolizou confiança e influência no gabinete de Dr. Pessoa — tenta agora reconstruir sua imagem diante de acusações que podem redefinir o cenário político-administrativo de Teresina. O tempo e a Justiça dirão se sua colaboração será decisiva para esclarecer o que de fato ocorreu dentro do chamado “Gabinete de Ouro”.

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