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Economia INCOMPETÊNCIA

João Vicente Claudino dispara: “O governo é antropofágico”

Em tom de alerta, JVC critica a máquina pública que consome seus próprios filhos — empresários, servidores e cidadãos — em meio à crise fiscal e à falta de gestão que devora o Brasil por dentro.

15/10/2025 às 15h55 Atualizada em 16/10/2025 às 09h43
Por: Douglas Ferreira
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João Vicente Claudino - Foto: Reprodução
João Vicente Claudino - Foto: Reprodução

Não entra na cabeça de um cidadão minimamente esclarecido que uma empresa com monopólio de mercado, como os Correios, dê prejuízo bilionário. E mais absurdo ainda: isso acontece logo após anos de lucro, no governo anterior. Não é uma questão de ideologia, de direita ou esquerda — é de bom senso.

Definitivamente, algo de errado não está certo nessa história.

Não se trata apenas de corrupção, mas de falta de gestão. Ou melhor: de gestão atrapalhada, inchada e politicamente aparelhada.

O governo que até semana passada tentava aprovar um pacotão de impostos para arrecadar R$ 17 bilhões e cobrir o rombo fiscal, agora propõe um empréstimo de R$ 20 bilhões para salvar uma única empresa pública.

Ou seja: o empréstimo para uma estatal é maior que a receita esperada para tapar o buraco do país inteiro.

Que país é este? Que gestão é essa? Que governo é esse?
Ou são loucos eles, ou somos todos nós.

Enquanto isso, a mídia tradicional se cala. Fecha os olhos, tapa os ouvidos e abafa os fatos. É cúmplice, conivente e conveniente.

Mas há quem ainda pense fora da bolha, quem se recuse a aceitar essa loucura institucionalizada como algo “normal”.

“O Estado brasileiro é antropofágico”

Em entrevista exclusiva ao Gazeta Hora1, o empresário João Vicente Claudino resumiu o drama com clareza:

“É muito difícil equilibrar as contas públicas numa situação como essa. O Brasil, além de ser dono de dezenas de estatais, é acionista de várias outras. A maioria é ineficiente, usada para abrigar aliados políticos, e não para gerar resultados. Falta gestão, meta e responsabilidade.”

Falando sobre os Correios, JVC foi direto:

“Uma empresa pública precisa ser sustentável. Salvo exceções como a Embrapa ou a Fiocruz, que cumprem missões essenciais, o restante deveria dar lucro. Mas ver os Correios pedindo R$ 20 bilhões em empréstimos é uma aberração. Esse valor é maior que a arrecadação de toda a MP rejeitada que buscava R$ 17 bilhões em novos impostos. É uma inversão total de lógica.”

E concluiu:

“O Brasil precisa diminuir o tamanho do Estado. Hoje vivemos sob um Estado antropofágico, que devora tudo o que arrecada e ainda pede mais. Se não mudarmos essa mentalidade, o futuro do país estará seriamente comprometido.”

Um país que trabalha para sustentar o próprio governo

O caso dos Correios é simbólico: uma empresa com monopólio legal, que deveria ser exemplo de eficiência, hoje vive de pedir empréstimos, vender prédios e implorar socorro ao Tesouro. Tudo isso para manter cargos, indicações políticas e estruturas ineficazes.

Enquanto isso, o cidadão comum paga a conta — mais impostos, menos serviços e zero retorno. O Estado vive de empréstimos, e o povo vive de esperança.

Essa equação não fecha.

E quando o bom senso some da política, o caos fiscal vira rotina.Mas uma coisa é certa: nem todos estão dormindo diante dessa loucura que não convence mais ninguém.

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