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Ouro em alta, mundo em alerta: o brilho que revela o medo dos mercados

Enquanto o metal precioso dispara a níveis históricos, o G20 alerta para o risco de um colapso financeiro global — em meio à tensão entre EUA e China reacendida por Donald Trump

15/10/2025 às 10h21 Atualizada em 17/10/2025 às 09h27
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O ouro voltou a brilhar como nunca — e, ironicamente, é o medo que o faz reluzir. Na última segunda-feira (13), o metal precioso bateu novo recorde histórico de US$ 4.096 por onça, impulsionado pela busca por segurança em meio à escalada de tensões entre Estados Unidos e China. As ameaças tarifárias de Donald Trump e a expectativa de cortes de juros nos EUA colocaram novamente o ouro no topo da lista dos investimentos mais procurados. Quando a confiança some, é ele quem ressurge como refúgio.

O movimento não é isolado. O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), órgão do G20, soou o alarme sobre um possível colapso financeiro global. Em carta enviada às principais economias do mundo, o presidente do FSB, Andrew Bailey, alertou que os mercados estão “fora de sintonia com a realidade econômica”, inflados por otimismo e políticas arriscadas. A advertência chega justamente no momento em que Trump volta a confrontar a China, impondo tarifas de 100% sobre produtos chineses, reacendendo a guerra comercial que já abalou o planeta em outras décadas.

Enquanto isso, bancos e investidores reforçam a corrida por ativos de proteção. O Bank of America elevou sua previsão para o ouro a US$ 5 mil por onça até 2026, e a prata também disparou, alcançando US$ 52 — níveis que não se viam há décadas. Analistas explicam que o ouro sobe quando o mundo está em dúvida: déficits crescentes, endividamento global e incertezas geopolíticas tornam o metal o símbolo do pânico disfarçado de prudência.

Por trás do brilho dourado, no entanto, o recado é sombrio. Quando o ouro sobe demais, é sinal de que o mundo teme o futuro. O rali histórico do metal e o alerta do G20 apontam na mesma direção: há algo de frágil sustentando os recordes das bolsas e a euforia dos mercados. Entre promessas de tarifas, juros em queda e dívidas em alta, o planeta volta a caminhar sobre gelo fino — e o ouro, mais uma vez, é o espelho dessa insegurança global.

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