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Tecnologia SINAL DESPROTEGIDO

Satélites vazam segredos: chamadas, mensagens e dados militares expostos

Estudo revela que metade dos sinais de satélites geossíncronos circula sem criptografia, permitindo acesso a informações de usuários, empresas e até forças militares

14/10/2025 às 17h36 Atualizada em 14/10/2025 às 17h42
Por: Wagner Albuquerque
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Pesquisadores da UCSD e da UMD posam com seu sistema receptor de satélite no telhado de um prédio universitário em San Diego. Da esquerda para a direita: Annie Dai, Aaron Schulman, Keegan Ryan, Nadia Heninger, Morty Zhang. Não aparece na foto: Dave Levin
Pesquisadores da UCSD e da UMD posam com seu sistema receptor de satélite no telhado de um prédio universitário em San Diego. Da esquerda para a direita: Annie Dai, Aaron Schulman, Keegan Ryan, Nadia Heninger, Morty Zhang. Não aparece na foto: Dave Levin

Um experimento realizado por pesquisadores das universidades da Califórnia e de Maryland revelou uma grave falha na segurança das comunicações via satélite. Com um equipamento de apenas US$ 800 (cerca de R$ 4,4 mil), instalado em um simples telhado em San Diego, eles conseguiram interceptar e decodificar transmissões que incluíam chamadas telefônicas, mensagens de texto e até dados militares enviados por satélite. O resultado acende um alerta global sobre a falta de criptografia em sistemas críticos.

Pesquisadores descobriram que cerca de metade dos sinais de satélites geossíncronos — responsáveis por transmitir dados sensíveis — está totalmente desprotegida. Durante três anos, a equipe captou comunicações usando apenas o equipamento básico, conseguindo acessar chamadas e mensagens de usuários da T-Mobile, dados de Wi-Fi de passageiros de aviões, informações de infraestrutura crítica e até comunicações militares dos EUA e do México. Muitas torres de celular em regiões remotas dependem de satélites para transmitir dados, tornando essas comunicações vulneráveis. Ao interceptar sinais enviados para essas torres, os pesquisadores conseguiram acessar milhares de números de telefone e mensagens, embora apenas de um lado da conversa.

Equipamento de US$ 800 foi suficiente para capturar transmissões - Imagem: reprodução/UCSD

Entre os dados interceptados estavam localizações de pessoas e equipamentos militares, emails corporativos, registros do Walmart México e informações de caixas eletrônicos de bancos mexicanos como Santander e Banorte. Após serem alertadas, algumas empresas — como a T-Mobile — passaram a criptografar seus sinais para evitar novas brechas. Outras, no entanto, ainda não implementaram proteção, mantendo dados críticos vulneráveis.

Especialistas alertam que o problema é ainda maior: a pesquisa analisou apenas 15% dos satélites geossíncronos visíveis da região oeste dos EUA e México, o que sugere que enormes volumes de informações sensíveis podem estar expostos globalmente. O estudo, apresentado em conferência internacional de computação, reforça a urgência de medidas de segurança. “Muitas agências de inteligência já podem estar explorando esses dados há anos”, afirma Aaron Schulman, professor da UCSD. A pesquisa também sugere que qualquer pessoa com equipamento básico pode replicar o acesso a esses sinais, destacando a fragilidade de sistemas cruciais para a comunicação e a segurança global.

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ArthurHá 8 meses Teresina Seguro mesmo só as urnas eletrônicas do Alexandre de Moraes. O resto, inclusive os computadores e satélites do pentágono, sao fichinhas.
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