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Polícia GABINETE DE OURO

Sobrinha de Dr. Pessoa presa em operação “Gabinete de Ouro”

Polícia Civil investiga esquema milionário de rachadinha e desvio de recursos públicos na antiga gestão da Prefeitura de Teresina

14/10/2025 às 08h05 Atualizada em 14/10/2025 às 10h14
Por: Douglas Ferreira
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Dr. Pessoa abraçado com a sobrinha, Sol Pessoa, acusada de traquinagem e danação na Prefeitura durante sua gestão - Foto: Reprodução
Dr. Pessoa abraçado com a sobrinha, Sol Pessoa, acusada de traquinagem e danação na Prefeitura durante sua gestão - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação “Gabinete de Ouro”, que apura um esquema de rachadinha e desvio de recursos públicos envolvendo ex-assessores da gestão do ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa.

Entre os alvos da operação está Sol Pessoa, sobrinha e ex-assessora do ex-prefeito. Ela foi presa temporariamente após ser apontada como uma das beneficiárias do esquema. De acordo com a investigação, Sol Pessoa utilizava intermediários e “laranjas” para movimentar recursos desviados dos cofres públicos municipais.

A operação, coordenada pela Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo - DECCOTERC, conta com bloqueio judicial de mais de R$ 70 milhões. Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu documentos, R$ 5 mil em espécie, um celular e um notebook, todos encontrados na casa de uma suspeita identificada como laranja de Sol Pessoa.

Segundo a delegada Amanda Bezerra, os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar a investigação sobre a rede de servidores, terceirizados e fornecedores que teriam participado do desvio de recursos.

O delegado Ferdinando Martins explicou que o inquérito teve início após uma denúncia anônima, que apontava práticas ilícitas na gestão do então prefeito.

Momento em que Sol é presa e onduida pela polícia - Foto: Reprodução

“Identificamos condutas envolvendo agentes públicos, servidores e terceirizados com protagonismo dentro da estrutura da prefeitura. O objetivo é mensurar o prejuízo e identificar todos os envolvidos”, afirmou.

Além da “Gabinete de Ouro”, a Polícia Civil também deflagrou uma segunda operação, denominada “Interpostos”, focada na lavagem de dinheiro proveniente do mesmo esquema criminoso.

Nos bastidores da investigação, ventila-se que há indícios de irregularidades também na antiga Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Teresina, durante a gestão de Dr. Pessoa. Servidores e ex-contratados estariam sendo monitorados, e novos mandados podem ser emitidos nos próximos dias.

A pergunta que ecoa nos corredores da política teresinense é inevitável: Dr. Pessoa comandou uma gestão ou uma quadrilha? Afinal, como pode um homem tão probo como Dr. Pessoa ter permitido tanta "danação" e "traquinagem" em sua administração?

O ex-prefeito ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. 

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