
A Operação Jogo Sujo III, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, revelou um esquema que mistura fama, ostentação e crime. Influenciadores digitais que ostentavam carros de luxo, viagens e vida de celebridade estão agora sob a mira da Justiça, indiciados pelos crimes de organização criminosa, exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e indução de consumidores a erro.
Entre os nomes estão Maria Vitória Silva de Sousa Lima (DJ Latina Gold), Domingos da Silva Ferreira (DJ Loboox), Nayanna da Silva Fonseca e Nathalya Thercia Carlos Ribeiro. Eles são acusados de promover plataformas ilegais de apostas online, conhecidas popularmente como o “jogo do tigrinho”, uma prática proibida no Brasil, mas amplamente divulgada nas redes sociais.
De acordo com o Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), os influenciadores utilizavam suas redes para atrair seguidores a sites de apostas por meio de links personalizados. Em troca, recebiam comissões, bonificações e prêmios de luxo: carros, viagens internacionais e pagamentos mensais. O conteúdo promovia o falso sonho do “dinheiro fácil”, mascarando o fato de que se tratava de plataformas clandestinas controladas por grupos estrangeiros, principalmente empresários chineses.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, revelou movimentações financeiras superiores a R$ 30 milhões, incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Só Maria Vitória, a DJ Latina Gold, movimentou R$ 14 milhões entre 2023 e 2024, com depósitos vindos de fintechs suspeitas como Cash Pay, Kendo Serviços Digitais e BRGABE, algumas já investigadas pela CPI das Apostas Esportivas. Seu companheiro, DJ Loboox, recebeu R$ 335 mil em transferências circulares, típicas de lavagem de dinheiro, segundo a polícia.
Nayanna Fonseca aparece com transações de R$ 9,2 milhões e empresas em nome de terceiros, o que levanta suspeita de empresas de fachada. Já Nathalya Thercia, dona da marca Villa Rosa Makeup, movimentou quase R$ 5 milhões em seis meses, com recebimentos diretos de fintechs usadas para dissimular a origem dos valores. O relatório policial afirma que o grupo operava de forma organizada e hierarquizada, com funções bem definidas e conexão direta com operadores internacionais.
Os investigados não estão presos, mas podem enfrentar até 20 anos de prisão, além da perda dos bens adquiridos com recursos ilícitos. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Piauí, que deve decidir se oferecerá denúncia formal à Justiça.
ARENA DAS DUNAS Evento de Janja termina com deputada do PT ferida e expõe contradição no discurso da esquerda
FEMINICÍDIO Mulher é encontrada sem vida com faca cravada no rosto; caso choca Teresina
VOX BRASIL “PTMaster” amplia desgaste, pressiona pré-campanha de Lula cai na pesquisa Mín. 23° Máx. 32°