
A guerra tecnológica entre China e Estados Unidos ganhou um novo e perigoso capítulo. Pequim anunciou novas sanções que exigem licenças especiais para empresas que processam terras raras — minerais essenciais na fabricação de chips. Com isso, o governo chinês passa a ter poder direto sobre o destino desses componentes, o que pode afetar a cadeia global de semicondutores e ameaçar o fornecimento para empresas americanas.
O impacto é imediato. Companhias como TSMC, Samsung e SK Hynix, responsáveis por parte significativa da produção mundial de chips, agora precisam da autorização de Pequim para usar e exportar os materiais. Como cerca de 90% do processamento de terras raras ocorre na China, o país transforma sua posição dominante em uma poderosa arma geopolítica — uma que pode atingir de forma direta gigantes como Apple, NVIDIA e Qualcomm, além da indústria militar dos EUA.
A resposta americana veio rápido. O presidente Donald Trump anunciou que a Casa Branca vai taxar em 100% todos os produtos chineses importados pelos Estados Unidos. A medida tenta conter o avanço de Pequim sobre o setor tecnológico, mas especialistas alertam que o movimento pode gerar efeitos em cadeia nos preços de eletrônicos, automóveis e até sistemas de defesa.
Enquanto isso, Taiwan tenta acalmar o mercado. O Ministério da Economia do país informou que as restrições chinesas ainda não afetam diretamente as terras raras usadas pela TSMC, maior fabricante de chips lógicos do mundo. Mas o alerta está dado: se o governo chinês ampliar o controle, o planeta inteiro pode sentir o peso da dependência tecnológica de Pequim.
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