
O caso que chocou Teresina ganha contornos ainda mais sombrios. O assassinato brutal de Jad Rubens, traficante com ligações com a facção Família do Norte (FDN), expõe a teia criminosa que se espalha pelo Piauí, e revela a conexão direta entre o tráfico interestadual e o colapso da segurança pública no Estado.
De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jad Rubens foi executado por causa de uma dívida de R$ 30 mil relacionada ao tráfico de drogas. O delegado Danúbio Dias foi categórico: não há dúvidas sobre a participação dos suspeitos.
“Ficou comprovado que a execução foi autorizada por um membro da Família do Norte, após deliberação interna da facção. A vítima devia dinheiro a um traficante local que já está preso”, afirmou.
O inquérito, agora concluído, foi encaminhado ao Ministério Público. Segundo o DHPP, as provas colhidas são robustas e indicam que o assassinato foi uma ação planejada, típica de uma estrutura criminosa organizada.
Foram sete pessoas indiciadas por homicídio qualificado e associação criminosa.
Dois deles já estão presos:
Raifran, apontado como executor;
Alisson, que teria participado do sequestro e do transporte da vítima.
Outros cinco seguem foragidos:
Jorginho
Patrícia
Douglas
Mayara
Rômulo
A polícia acredita que parte dos foragidos fugiu para outros estados e mantém vínculos com diferentes facções criminosas.
Durante as investigações, o DHPP descobriu um novo elo perigoso: Mayara, uma das foragidas, seria integrante do Comando Vermelho (CV).
Segundo o delegado Danúbio Dias, a mulher estaria atualmente no Rio de Janeiro.
Ela teria mantido parceria comercial com Jad Rubens, intermediando o fornecimento de drogas entre o Piauí, Ceará e Paraíba. Essa revelação reforça a hipótese de que o crime foi resultado de um conflito entre facções rivais.
O corpo de Jad Rubens foi encontrado no rodoanel de Teresina, na manhã de 13 de janeiro. Ele havia sido sequestrado na noite anterior, durante um baile regge, levado para uma quadra de esportes, interrogado e executado por volta das 2h da madrugada.
O cadáver foi desovado em uma área de mata — mais um episódio da escalada de violência associada ao narcotráfico no Piauí.
O inquérito está nas mãos do Ministério Público, mas o caso ainda está longe de encerrar.
Com cinco criminosos foragidos, duas facções envolvidas e conexões interestaduais, o episódio revela uma dura realidade: o crime organizado domina territórios e desafia o Estado em plena capital piauiense.
Enquanto os líderes continuam livres e as organizações se fortalecem, a sociedade assiste — atônita — ao avanço da violência, da impunidade e do medo.
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