
O deputado federal e ministro do Esporte, André Fufuca, acaba de sentir o peso político de desafiar seu partido. Ignorando a orientação do Progressistas (PP) de desembarcar do governo Lula, o maranhense decidiu ficar onde o poder está — dentro da Esplanada. A decisão de Fufuca vem sendo interpretada como uma traição ao partido. O preço, no entanto, foi alto: Ciro Nogueira o destituiu da vice-presidência nacional e o afastou de todas as decisões internas da legenda.
A decisão, oficializada nesta quarta-feira (08), é mais do que uma punição: é uma ruptura política. Fufuca, até então um dos jovens nomes mais influentes do Progressistas, perde o comando do diretório estadual do Maranhão, seu principal reduto de poder. Ciro determinou intervenção direta no PP maranhense, isolando o ministro dentro do próprio partido.
Com isso, Fufuca se torna um ministro sem partido — ao menos em termos de influência real. Sem o respaldo da sigla, sua força nacional e estadual tende a desidratar rapidamente. A dúvida agora é: até quando Lula o manterá no cargo, sabendo que perdeu sustentação dentro da legenda que o indicou?
A Executiva Nacional do PP reforçou que “não faz e não fará parte do atual governo”, alegando incompatibilidade ideológica e programática com o Planalto. O recado é claro: Ciro Nogueira não quer ver o PP confundido com o petismo.
O caso Fufuca escancara a crise que ronda o centrão e testa os limites da lealdade política. Entre o poder e o partido, o ministro escolheu o poder. Mas, no tabuleiro de Brasília, quem joga sem base corre o risco de ser o próximo a cair.
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