
A indústria brasileira apresentou em agosto seu pior desempenho desde 2015, segundo a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução da produção caiu para 47,2 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos que separa crescimento de queda, indicando retração da atividade no mês.
O estudo também aponta queda no emprego industrial, com índice de 48,4 pontos, mostrando que o número de contratações recuou entre julho e agosto. Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, ressalta que os empresários relataram queda considerável da atividade em um mês que historicamente registra expansão, e que a diminuição do emprego costuma ser mais lenta diante de dificuldades.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também recuou, passando de 71% em julho para 70% em agosto, inferior ao observado em 2024 (72%) e igual ao registrado em 2023. Quanto aos estoques, o índice de evolução ficou em 50 pontos, indicando estabilidade pelo segundo mês consecutivo, enquanto o estoque efetivo em relação ao planejado marcou 49,8 pontos, próximo da neutralidade.
Segundo a CNI, os números refletem um cenário de dificuldades para a indústria, que precisa lidar com queda na produção, redução do emprego e capacidade ociosa, mesmo em meses que tradicionalmente registram crescimento, exigindo atenção de empresários e autoridades para políticas de estímulo ao setor.
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