
A Polícia Civil do Piauí apresentou, nesta quinta-feira (2), o balanço parcial da Operação Cerco Fechado, considerada uma das maiores ofensivas contra o crime organizado no Estado nos últimos anos. Até o momento, foram registradas 113 prisões e a apreensão de mais de R$ 1 milhão em dinheiro, veículos, drogas e outros bens pertencentes aos investigados.
A megaoperação foi realizada em parceria com a Polícia Militar e com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), dentro do programa Pacto Pela Ordem, lançado pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí. Ao todo, participaram 750 policiais, que cumpriram 119 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Estado.
Segundo o delegado-geral Luccy Keiko, a força-tarefa tem como prioridade reduzir os índices de criminalidade violenta em todo o Piauí. “Estamos focados em atingir diretamente grupos criminosos, faccionados e pessoas envolvidas em atividades ilícitas, retirando de circulação indivíduos que representam risco para a sociedade”, afirmou.
Entre os crimes investigados estão roubos, furtos, tráfico de drogas, homicídios, feminicídios, estupros e casos de violência doméstica. Os alvos já eram monitorados pelas forças de segurança e, em muitos casos, possuíam histórico de reincidência criminal.
O balanço parcial aponta a apreensão de 13 armas de fogo, 81 aparelhos celulares e uma quantidade expressiva de entorpecentes, além de veículos e outros bens de origem ilícita. Segundo a Polícia Civil, os materiais servirão como prova para robustecer as investigações e comprovar o vínculo dos detidos com facções criminosas.
Um dos braços mais atuantes foi o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), responsável por prisões de destaque de facccionados ligados ao tráfico de drogas e à violência organizada no interior do Estado. “Foram capturados indivíduos já conhecidos pela polícia pela reiteração delituosa, especialmente no tráfico e em crimes violentos”, explicou Luccy Keiko.
As ações se espalharam por pelo menos 30 cidades do Piauí, incluindo Teresina, que concentrou grande parte das diligências. Em várias localidades do interior, a operação desarticulou pontos de distribuição de drogas e prendeu líderes locais de facções, considerados peças-chave para o avanço do crime organizado.
O delegado-geral destacou ainda que a operação é apenas a primeira fase de um trabalho contínuo de enfrentamento ao crime no Estado. “Nossa meta é intensificar a repressão, principalmente neste fim de ano, quando historicamente há aumento de crimes violentos. Acreditamos que essa ofensiva vai gerar impacto direto na redução das mortes violentas em outubro e nos próximos meses”, declarou.
Até agora, não foi informado se todos os alvos foram localizados, mas a Polícia Civil segue em diligências para capturar foragidos. O balanço final da operação deverá ser divulgado nos próximos dias, com detalhamento das prisões, apreensões e possíveis conexões entre os investigados e facções de atuação nacional.
A Operação Cerco Fechado reforça o papel integrado das forças de segurança no combate ao crime organizado e evidencia a preocupação do Estado em conter o avanço da violência. A expectativa é que, com novas fases previstas, os índices de homicídios, latrocínios e crimes patrimoniais sofram redução significativa até o fim de 2025.
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