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Teresina, PI

Polícia MEDICAMENTO ROUBADO

Dono da Pop Farma preso em esquema milionário de medicamentos roubados

Farmácias em Teresina vendiam produtos desviados no Maranhão; operação policial revela prejuízo de R$ 2 milhões e ameaça à saúde pública

01/10/2025 às 13h13
Por: Douglas Ferreira
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O proprietário da Pop Farma, Eric Nicolas Castro Silva, encontra-se preso - Foto: Reprodução
O proprietário da Pop Farma, Eric Nicolas Castro Silva, encontra-se preso - Foto: Reprodução

Um escândalo de proporções bilionárias no setor de saúde estourou em pleno Piauí. A Polícia Civil revelou que a rede Pop Farma, em Teresina, estava no centro de um esquema criminoso de roubo e revenda de medicamentos e produtos de higiene desviados no Maranhão. O prejuízo para empresas de transporte e distribuidoras chega a R$ 2 milhões, sem contar o risco sanitário de medicamentos de origem criminosa irem parar no balcão de farmácias que deveriam cuidar da saúde do povo.

Como funcionava o esquema

As investigações mostraram que os ataques aconteciam em rodovias entre Imperatriz (MA), São Luís (MA) e Teresina (PI). Armados com fuzis e pistolas, criminosos interceptavam cargas de remédios e produtos de higiene. Os itens roubados eram entregues a um representante comercial em Teresina, que repassava o material diretamente para o proprietário da Pop Farma, Eric Nicolas Castro Silva, hoje preso.

Pop Farma foi fechada pelo Draco - Foto: Reprodução

As mercadorias, que incluíam desde suplementos alimentares até medicamentos de uso controlado, eram então colocadas à venda em filiais da rede, nos bairros São Joaquim (zona Norte) e Parque Piauí (zona Sul) da capital.

Prisões e operação

Na quarta-feira (1º), durante a Operação Remédio Amargo, a polícia prendeu três pessoas: o empresário Eric Nicolas, o representante comercial Francisco Machado e um terceiro homem preso no Paraná, apontado como executor dos roubos. Foram apreendidas armas de fogo, documentos e diversos medicamentos desviados.

Segundo o delegado Laércio Evangelista, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o grupo já havia realizado pelo menos oito ataques confirmados, sempre no mesmo trecho rodoviário.

As equipes no ato da operação que resultou na prisão do Eric Nicolas - Foto: Reprodução

Dinheiro sujo, saúde em risco

O caso expõe não apenas um crime patrimonial, mas também um atentado contra a saúde pública. Ao abastecer suas prateleiras com mercadorias roubadas, a Pop Farma teria colocado milhares de consumidores em risco, sem garantia de qualidade, procedência ou armazenamento adequado dos produtos.

O mais alarmante: a prática criminosa não é recente. A polícia aponta que o esquema vinha sendo articulado há meses, movimentando valores milionários, ramificando-se em outros estados e contando com uma logística de roubo quase profissional.

Material apreendido, inclusive, uma arma - Foto: Reprodução

E agora?

Enquanto a rede tenta se defender alegando “colaboração com as investigações”, o que resta é a pergunta incômoda: quantas farmácias, que se vendem como “cuidando da sua saúde”, na verdade lucram com sangue, armas e mercadorias roubadas?

A sociedade precisa saber: saúde não pode ser mercadoria suja de pólvora e corrupção.

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