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Polícia CRIME ORGANIZADO

DRACO mira o PCC no Norte do Piauí: três presos e arsenal apreendido

Operação cumpre 20 mandados em São Miguel do Tapuio e Assunção do Piauí, atinge núcleos da facção e envia recado de que o Estado não se curva ao crime organizado

26/09/2025 às 08h40
Por: Douglas Ferreira
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Operação do DRACO prende traficantes do PCC em duas cidades do Piauí - Foto Reprodução
Operação do DRACO prende traficantes do PCC em duas cidades do Piauí - Foto Reprodução

DRACO desmantela núcleos do PCC no Norte do Piauí: três presos, armas e drogas apreendidas

O Piauí voltou a ser palco da guerra declarada contra o crime organizado. Na madrugada desta sexta-feira (26), o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) deflagrou uma megaoperação nos municípios de São Miguel do Tapuio e Assunção do Piauí, região Norte do estado, com o objetivo de asfixiar núcleos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão contra alvos investigados como integrantes da facção. Até o momento, três pessoas foram presas, além de armas e drogas que estavam em poder dos criminosos. A ação confirma a presença efetiva do PCC no interior do Piauí e expõe como a facção se espalhou para regiões antes consideradas “tranquilas”.

A ofensiva não foi obra isolada: a Polícia Civil contou com o apoio estratégico da Polícia Militar, em uma força-tarefa integrada para enfrentar o braço mais ousado do crime organizado. A meta é clara — desarticular, intimidar e paralisar qualquer tentativa da facção de consolidar poder no estado.

Ainda não há confirmação oficial se lideranças de peso foram capturadas, mas o recado é nítido: a presença do Estado está mais firme, e a resposta contra a escalada criminosa não será tímida. A prisão de três integrantes pode parecer pequena diante da robustez da facção, mas cada ação desse porte quebra a rede de confiança e logística que sustenta o PCC.

O impacto vai além das celas: armas e drogas apreendidas representam capital perdido para o crime, enfraquecendo diretamente o caixa da facção e reduzindo seu poder de barganha nas ruas. A desarticulação, mesmo parcial, atinge a moral da organização, que depende do medo e da sensação de intocabilidade para se impor.

O Piauí, historicamente refém de pequenos grupos criminosos locais, agora enfrenta uma ameaça de nível nacional. O avanço do PCC não é apenas uma questão de segurança pública, mas de soberania do Estado. Cada território conquistado por facções representa um espaço onde a lei deixa de existir e a ordem passa a ser ditada por criminosos.

Operações como essa do DRACO expõem um dilema: a polícia atua, prende e apreende, mas até quando o sistema de justiça conseguirá manter os criminosos fora das ruas? Enquanto não houver sintonia entre repressão, punição efetiva e políticas sociais, o ciclo tende a se repetir.

A operação desta sexta é um alívio imediato para a população do Norte do Piauí, que passa a respirar com a sensação de segurança renovada. Mas também é um alerta vermelho: o PCC está testando território, infiltrando-se e sondando até onde pode ir. Cabe ao Estado não apenas reagir, mas se antecipar.

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