
O nome de João Muniz Leite, ex-contador do filho de Lula, voltou ao noticiário em mais uma operação contra o crime organizado. Alvo da Operação Spare, do Ministério Público de São Paulo, Leite é acusado de participar de um esquema milionário de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis ligados ao PCC.
As suspeitas não são novas. O contador, que já cuidou da contabilidade de Lula (entre 2013 e 2016) e das empresas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi citado em investigações da Lava Jato e chegou a ser ouvido no caso do triplex do Guarujá. Agora, volta ao centro das atenções por seu suposto papel na blindagem patrimonial de operadores do crime organizado.
Segundo o MP, ele teria ajudado Flávio Silvério Siqueira, o “Flavinho”, apontado como cabeça da rede de “laranjas” usada pelo PCC em negócios como postos de gasolina, imóveis, casas de jogo e motéis. O objetivo: ocultar e legitimar dinheiro da facção.
O detalhe que mais causa espanto: entre 2016 e 2021, Leite e a esposa teriam “ganhado na loteria” ao menos 55 vezes. Depois, surgiram indícios de que esse número pode ter chegado a 640 apostas premiadas — um feito estatisticamente impossível para qualquer apostador comum, mas perfeito para “esquentar” dinheiro sujo.
O escritório do contador em Pinheiros, zona oeste de SP, funcionava no mesmo prédio das empresas de Lulinha — como a BR4 Participações e a G4 Entretenimento. Coincidência? Para investigadores, não.
João Muniz também foi citado como próximo de Anselmo Becheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, chefe do PCC assassinado em 2021. Segundo a polícia, o contador teria atuado diretamente na lavagem de dinheiro da facção durante cinco anos.
A defesa de Muniz nega as acusações e afirma que ele não tem qualquer vínculo atual com os investigados. Mas, no meio jurídico, a pergunta que ecoa é outra: como o ex-contador de Lulinha acumulou tanta sorte e tantas conexões perigosas?
E você, acredita em coincidências ou vê um padrão claro nessa ligação entre poder, crime e contabilidade criativa?
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