
O papa Leão XIV voltou a defender a visão da família como união entre um homem e uma mulher, em entrevista publicada em uma biografia recente. Segundo ele, esse modelo é essencial para fortalecer a sociedade e combater a polarização crescente. Embora reafirme a doutrina tradicional sobre casamento, o pontífice destacou a importância de acolher a todos, incluindo a comunidade LGBTQ+.
Sobre o papel das mulheres na Igreja, Leão XIV afastou a possibilidade de ordenação, mas afirmou que pretende ampliar a presença feminina em posições de liderança. Ele também comentou sobre crises globais, expressando preocupação com a guerra em Gaza e defendendo maior apoio humanitário às vítimas. Em relação à China, disse que seguirá o diálogo iniciado por papas anteriores para apoiar católicos locais.
Na entrevista, o pontífice reconheceu a gravidade dos casos de abusos sexuais na Igreja, chamando-os de “ferida profunda”. Defendeu respeito absoluto às vítimas, mas também ressaltou a importância da presunção de inocência. No campo administrativo, mencionou avanços na gestão financeira do Vaticano, mas alertou para desafios como o fundo de pensão e a dependência das receitas dos Museus Vaticanos.
Leão XIV também criticou a instrumentalização política da liturgia tradicional e condenou a proliferação de fake news, chamando-as de “destrutivas”. Ele ainda alertou para os riscos do mau uso da inteligência artificial, quando guiada apenas por interesses econômicos. Encerrando a entrevista, disse que encara o pontificado com serenidade e vê sua missão como “construir pontes e evitar a polarização”.
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