
O Brasil caiu duas posições no Índice Global de Inovação 2025 (GII), divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), e agora ocupa a 52ª colocação entre 139 economias avaliadas. Apesar da queda, o país segue como um dos líderes em inovação na América do Sul, destacando-se em áreas como produção de conhecimento tecnológico e criativo.
Na região, o Chile manteve-se à frente, em 51º lugar, seguido pelo Brasil (52º) e México (58º). Outros países sul-americanos aparecem em posições mais baixas: Uruguai em 68º, Colômbia em 71º e Argentina apenas em 77º. Já a Venezuela retornou ao ranking após quase uma década fora, mas figura apenas na 136ª colocação.
O relatório ressalta que o Brasil é o único país da América Latina que, desde 2021, apresenta desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento. O país se destaca especialmente em gastos com educação (23º no mundo), presença de grandes investidores globais em pesquisa e desenvolvimento (24º) e forte capacidade de mercado interno, que atrai capital de risco em estágios avançados.
Contudo, o estudo também aponta desafios: a região como um todo sofre com a chamada “lacuna de inovação”, isto é, a dificuldade de transformar investimentos em resultados práticos. Enquanto países asiáticos, como Índia e Vietnã, conseguem gerar altos níveis de inovação com recursos limitados, a América Latina ainda enfrenta entraves estruturais e de governança.
Mesmo com os obstáculos, a presença do Brasil entre os destaques da América do Sul reforça seu papel como polo de inovação regional, especialmente através do cluster tecnológico de São Paulo, que segue entre os 50 maiores centros de inovação do mundo. O relatório alerta, no entanto, que será necessário ampliar a integração entre universidades, empresas e governo para manter o ritmo competitivo nos próximos anos.
Ranking Global de Inovação 2025
1. Suíça
2. Suécia
3. Estados Unidos
4. Coreia do Sul
5. Singapura
6. Reino Unido
7. Finlândia
8. Países Baixos
9. Dinamarca
10. China
11. Alemanha
12. Japão
13. França
14. Israel
15. Hong Kong (China)
16. Estônia
17. Canadá
18. Irlanda
19. Áustria
20. Noruega
21. Bélgica
22. Austrália
23. Luxemburgo
24. Islândia
25. Chipre
26. Nova Zelândia
27. Malta
28. Itália
29. Espanha
30. Emirados Árabes Unidos
31. Portugal
32. República Tcheca
33. Lituânia
34. Malásia
35. Eslovênia
36. Hungria
37. Bulgária
38. Índia
39. Polônia
40. Croácia
41. Letônia
42. Grécia
43. Turquia
44. Vietnã
45. Tailândia
46. Arábia Saudita
47. Eslováquia
48. Catar
49. Romênia
50. Filipinas
51. Chile
52. Brasil
53. Maurício
54. Sérvia
55. Indonésia
56. Geórgia
57. Marrocos
58. México
59. Armênia
60. Federação Russa
61. África do Sul
62. Bahrein
63. Macedônia do Norte
64. Montenegro
65. Jordânia
66. Ucrânia
67. Albânia
68. Uruguai
69. Omã
70. Irã
71. Colômbia
72. Costa Rica
73. Kuwait
74. Moldávia
75. Seychelles
76. Tunísia
77. Argentina
78. Mongólia
79. Uzbequistão
80. Peru
81. Cazaquistão
82. Panamá
83. Jamaica
84. Barbados
85. Bielorrússia
86. Egito
87. Botsuana
88. Brunei Darussalam
89. Senegal
90. Líbano
91. Namíbia
92. Bósnia e Herzegovina
93. Sri Lanka
94. Azerbaijão
95. Cabo Verde
96. Quirguistão
97. República Dominicana
98. El Salvador
99. Paquistão
100. Camboja
101. Gana
102. Quênia
103. Paraguai
104. Ruanda
105. Nigéria
106. Bangladesh
107. Nepal
108. Tajiquistão
109. Laos
110. Costa do Marfim
111. Bolívia
112. Zâmbia
113. Equador
114. Trinidad e Tobago
115. Argélia
116. Camarões
117. Togo
118. Benim
119. Honduras
120. Madagascar
121. Tanzânia
122. Mianmar
123. Guatemala
124. Uganda
125. Malawi
126. Burkina Faso
127. Burundi
128. Moçambique
129. Zimbábue
130. Nicarágua
131. Mauritânia
132. Lesoto
133. Guiné
134. Etiópia
135. Mali
136. Venezuela
137. Congo
138. Angola
139. Níger
Confira documento do estudo completo clicando aqui.
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