
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) não descarta a possibilidade de agentes públicos estarem envolvidos na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros na noite de segunda-feira (15/9), em Praia Grande, litoral paulista.
A hipótese surgiu após a análise de imagens de câmeras de segurança que registraram a ação. O atentado foi marcado por alto grau de coordenação, lembrando operações policiais: perseguição, bloqueio e disparos precisos — mais de 20 tiros foram efetuados. Três homens armados cercaram a vítima, enquanto outro fazia a contenção do local.
Ferraz Fontes era considerado inimigo número 1 do PCC, pois foi o primeiro delegado a investigar a facção e responsável por transferir chefes como Marcola para presídios federais de segurança máxima. Mas as investigações também consideram outro ponto: o ex-delegado colecionava inimizades dentro da própria polícia e, recentemente, atuava como secretário de Administração em Praia Grande, onde teria contrariado interesses locais.
O caso está sendo comparado à execução do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, morto em 2019 no Aeroporto de Guarulhos. Na época, policiais militares foram contratados para o crime, o que reforça a linha de apuração sobre a eventual participação de agentes públicos a serviço do crime organizado.
A força-tarefa criada pela SSP ainda trata o crime como de autoria e mando incertos, mas trabalha com três hipóteses principais: vingança do PCC, retaliação por conflitos políticos e administrativos em Praia Grande ou execução contratada com apoio de agentes de segurança.
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