
O cinema mundial perdeu nesta terça-feira (16) um de seus maiores ícones: Robert Redford, ator e diretor norte-americano vencedor do Oscar, morreu aos 89 anos. A informação foi confirmada por sua assessora, Cindi Berger. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Redford se consagrou tanto em frente às câmeras, em clássicos como Butch Cassidy (1969) e Todos os Homens do Presidente (1976), quanto na direção, com destaque para Gente Como a Gente (1980), que lhe rendeu a estatueta de Melhor Diretor.
Além do talento artístico, Redford foi o criador do Sundance Institute e do Festival de Cinema de Sundance, que se transformou na principal vitrine do cinema independente mundial. O evento revelou grandes nomes de Hollywood, entre eles Quentin Tarantino e Steven Soderbergh. Visionário, o ator defendia a importância de dar espaço a novas vozes no cinema e ajudou a mudar o rumo da indústria cinematográfica.
Engajado também em causas ambientais, Redford deixou Hollywood para viver nas montanhas de Utah, onde liderou iniciativas de preservação da natureza. Em diversas entrevistas e artigos, alertou sobre as mudanças climáticas e criticou a falta de ação diante de crises ambientais, como os incêndios florestais que devastaram o oeste dos Estados Unidos em 2020.
Nos últimos anos, o ator participou de produções como Our Souls at Night (2017), ao lado de Jane Fonda, e O Velho e a Arma (2018), anunciado como seu último papel principal. Ele ainda fez uma breve participação em Vingadores: Ultimato (2019). Ao se despedir das telas, Redford resumiu sua filosofia de vida em uma frase marcante: “Existe uma vida para levar, por que não vivê-la o máximo que puder, enquanto puder?”.
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