
O episódio envolvendo o neurocirurgião pernambucano Ricardo Barbosa, que teve o visto americano cancelado após comemorar o assassinato de Charlie Kirk, expõe de forma brutal um traço recorrente da esquerda: o desprezo pela vida humana em nome da ideologia.
Barbosa, um médico — alguém cuja missão deveria ser salvar vidas — escreveu nas redes sociais, ao falar sobre o atentado contra Kirk: “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”. Não se trata de um comentário qualquer. Trata-se de um neurocirurgião, especialista justamente na área que foi atingida pela bala. Um ato frio, calculado e de uma perversidade que choca.
A reação imediata do governo dos Estados Unidos, ao cancelar definitivamente seu visto, foi a resposta clara de que não há espaço para apologia ao assassinato. O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, lembrou o óbvio: um médico que jura proteger vidas não pode se transformar em um agente de ódio e violência.
Eis a contradição: a esquerda se diz “humanista”, defensora dos “direitos humanos”, mas quando alguém pensa diferente, passa a ser considerado inimigo a ser eliminado. É esse espírito criminoso, típico de regimes totalitários, que converte profissionais respeitados em máquinas de justificar a morte.
A pergunta é inevitável: que tipo de médico comemora o tiro que quase matou um ser humano? Que ideologia é capaz de destruir por completo os valores éticos de quem deveria ser guardião da vida?
Quem comemora a morte de Charlie Kirk não se diferencia muito de quem puxou o gatilho. Ambos estão movidos pelo mesmo impulso doentio: a desumanização do adversário político. Um aperta o gatilho; o outro, em plena frieza, celebra a execução.
Esse episódio deveria servir de alerta. Quando a política ultrapassa o limite da divergência saudável e se torna culto ao ódio, o resultado é o mais abjeto: a celebração da morte.
A esquerda radical brasileira, ao transformar a política em guerra ideológica, mostra mais uma vez que pode aniquilar princípios morais básicos e corromper até aqueles que deveriam ser exemplos de ética e humanidade.
Ricardo Barbosa é apenas um sintoma. O problema é muito maior: é a ideologia que, travestida de “defesa dos oprimidos”, legitima a violência e naturaliza o assassinato de quem ousa pensar diferente.
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco ainda não se manifestou sobre o caso, nem o Hospital onde Ricardo Barbosa trabalha. Mas a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia sim. A SBN condenou de forma categórica e repudiou a atitude do neurocirurgião.

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