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Polícia JOGO DO TIGRINHO

Conheça as influenciadoras que estão na mira da Operação Laverna e expõem conexões entre glamour e crime digital

Três blogueiras piauienses, com milhares de seguidores, são acusadas de movimentar R$ 10 milhões em plataformas ilegais de apostas, conhecidas como “Jogo do Tigrinho”. A investigação revela os bastidores sombrios do poder da influência online

11/09/2025 às 10h15 Atualizada em 11/09/2025 às 19h27
Por: Douglas Ferreira
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Influenciadoras Thaisa Costa, Tereza Iva e Emília Magalhães - Foto: Reprodução
Influenciadoras Thaisa Costa, Tereza Iva e Emília Magalhães - Foto: Reprodução

O universo das redes sociais no Piauí foi sacudido nesta quinta-feira (11/09) com a deflagração da Operação Laverna, conduzida pela Polícia Civil em Parnaíba. O alvo: três influenciadoras digitais de destaque, acusadas de usar sua visibilidade para promover o Jogo do Tigrinho – plataforma de apostas ilegais que teria movimentado cerca de R$ 10 milhões.

As investigadas são:

  • Thaisa Costa Machado – maquiadora, empresária da beleza e CEO da marca Indebeauty, com quase 600 mil seguidores.

  • Tereza Iva Gomes Freitas (Tereza Fazendinha) – figura conhecida por conteúdos de humor e rotina, somando 128 mil seguidores.

  • Emília Magalhães Brito (Emília Caju) – empresária do ramo de cosméticos e empreendedora digital, com mais de 93 mil seguidores.

Segundo a polícia, elas promoveram de forma ostensiva as plataformas, vendendo a promessa de ganhos rápidos e fáceis em jogos online que operam à margem da lei. O delegado Ayslan Magalhães afirmou que as três poderão responder por estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, divulgação de loteria não autorizada e indução do consumidor a erro.

Thaisa Costa, Tereza Iva e Emília Magalhães - Foto: Reprodução

O nome da operação não foi escolhido ao acaso: Laverna, na mitologia romana, era a deusa associada ao submundo, aos ladrões e aos atos ocultos – uma referência direta ao caráter dissimulado das práticas investigadas.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências das influenciadoras, e diversos materiais, incluindo eletrônicos e possíveis provas financeiras, foram recolhidos. Até o momento, não houve prisões, mas a investigação continua em ritmo acelerado.

Mais do que um escândalo policial, o caso levanta uma reflexão urgente: qual é a responsabilidade de quem detém poder sobre milhares de seguidores? Quando a influência digital deixa de ser apenas sobre maquiagem, humor ou empreendedorismo e se converte em um negócio milionário de apostas ilegais, quem paga a conta é sempre o seguidor seduzido pela promessa ilusória de enriquecimento fácil.

A Operação Laverna expõe, de forma crua e incômoda, como o brilho do mundo digital pode esconder esquemas milionários de crimes virtuais — e como a linha entre fama e fraude pode ser muito mais tênue do que parece.

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