
Palmer Luckey, gênio precoce da tecnologia e hoje multibilionário aos 32 anos, voltou a ser notícia mundial. Depois de vender a Oculus ao Facebook por US$ 2 bilhões e fundar a gigante de defesa Anduril, o americano agora ostenta uma nova aquisição: um eVTOL individual Jetson One, popularmente chamado de carro voador. Preço? US$ 128 mil (cerca de R$ 695 mil).
Em vídeo divulgado, Luckey aparece decolando, sobrevoando e pousando em segurança na Califórnia após um treinamento de apenas 50 minutos. A máquina, que parece saída de um filme de ficção científica, atinge até 101 km/h e sobe a quase 500 metros, sem precisar de pistas — decola e pousa na vertical, movida por um conjunto de hélices.
O Jetson One é vendido como a democratização do voo individual, mas, na prática, ainda está distante da maioria. O custo elevado e a necessidade de treinamento especializado limitam o acesso a uma elite com coragem, dinheiro e influência.
No Brasil, por exemplo, um “carro voador” já foi anunciado no ano passado, mas por valores ainda mais inacessíveis: cerca de R$ 3 milhões.
Enquanto isso, a promessa das fabricantes é clara: transformar o futuro da mobilidade urbana, reduzir congestionamentos e inaugurar uma nova era de transportes. Mas fica a pergunta: essa revolução chegará às ruas — ou melhor, aos céus — de todos, ou seguirá sendo um brinquedo exclusivo para multimilionários?
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