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Polícia LAVAGEM DE DINHEIRO

Operação Capital Oculto: empresário preso em condomínio de luxo expõe elo da facção com poder e dinheiro

Denarc cumpre mais de 40 mandados em Teresina, Minas e Ceará contra o Bonde dos 40; entre os alvos, empresários, líderes da facção e o namorado de uma vereadora

09/09/2025 às 08h26 Atualizada em 09/09/2025 às 09h27
Por: Douglas Ferreira
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Empresário ligado ao Bonde dos 40 é preso em condomínio de alto padrão em Teresina - Foto: Reprodução
Empresário ligado ao Bonde dos 40 é preso em condomínio de alto padrão em Teresina - Foto: Reprodução

Objetivo da operação
O Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) deflagrou mais uma fase da operação Capital Oculto com o objetivo de desarticular a estrutura financeira do Bonde dos 40, facção criminosa que atua no Piauí e em outros estados. O foco principal é atingir os responsáveis pela movimentação de dinheiro e lavagem de capitais da organização.

Mandados cumpridos
A ação mobilizou mais de 150 oliciais e cumpriu 12 mandados de prisão e mais de 40 ordens judiciais ao todo, incluindo 21 de busca e apreensão, em várias zonas de Teresina, além de endereços em Minas Gerais e Ceará.

Alvos principais

  • Deivison José dos Santos Lima, o “Deivison Estourado”, preso em um condomínio de luxo na BR-343, zona Leste de Teresina.

  • Alandílson Cardoso (ou Passos), namorado da vereadora Tatiana Medeiros, alvo de mandado em Minas Gerais. Ele está preso desde novembro de 2024, respondendo a processos por tráfico de drogas, e foi denunciado junto com a vereadora pelo Ministério Público Eleitoral em maio de 2025 por corrupção eleitoral, organização criminosa e outros crimes. A polícia destacou que Tatiana não é alvo desta operação.
  • Léo Gordim, fundador do Bonde dos 40, já preso no Ceará, mas novamente alvo de prisão preventiva.

  • Brizola, figura de destaque no tráfico da zona Norte de Teresina.

  • Carla Bianca, conhecida como “Bibi Perigosa”, presa novamente; ela já havia sido detida em 2024 por tráfico e participação na facção.

Deivison José dos Santos Lima, o “Deivison Estourado” - Foto: Reprodução

Apreensões
Segundo o delegado Samuel Silveira, além das prisões, houve grande apreensão de material eletrônico que servirá como prova. Só na casa da mãe de Alandílson foram recolhidos sete celulares, que serão analisados. Os alvos atuavam em áreas como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, porte de armas de fogo e até no tratamento jurídico da facção.

Resultados até agora
A investigação, que já ultrapassa 1 mil páginas, conseguiu atingir desde pequenas bocas de fumo até empresários ligados à lavagem de dinheiro da facção. A operação expôs o elo entre o tráfico de drogas, o crime organizado e setores empresariais que davam suporte financeiro à facção em Teresina.

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