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Economia COLAPSO FINANCEIRO

Piauí: a matemática da crise

Tesouro Nacional alerta para risco real de colapso financeiro no Estado governado por Rafael Fonteles do PT

08/09/2025 às 06h00 Atualizada em 08/09/2025 às 21h16
Por: Douglas Ferreira
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Rafael Fonteles, governador do Piauí - Foto: Reprodução
Rafael Fonteles, governador do Piauí - Foto: Reprodução

O Piauí vive um dos momentos mais críticos de sua história recente. Enquanto 80% dos estados brasileiros reduziram ou equilibraram suas dívidas, o governo de Rafael Fonteles seguiu na contramão e aumentou em 11% o estoque da dívida pública, registrando o maior crescimento entre todas as unidades federativas.

Segundo dados do Tesouro Nacional (3º bimestre de 2025), o quadro fiscal do Piauí é alarmante. Apesar de uma arrecadação total de R$ 13,05 bilhões, as despesas chegaram a R$ 12,1 bilhões, o que à primeira vista geraria um superávit de R$ 954 milhões. Mas a matemática oficial esconde um buraco perigoso: o resultado primário foi negativo em R$ 323 milhões, revelando que o estado sequer gera recursos suficientes para honrar os serviços da própria dívida.

Em termos práticos, o Piauí gasta mais do que arrecada e sustenta sua máquina pública à base de empréstimos sucessivos. Quase 10% de toda a receita própria já é consumida apenas com juros e amortizações, um dos índices mais elevados do país. A cada novo financiamento, a corda fiscal se aperta, e a chance de uma interrupção nos serviços públicos básicos aumenta.

A situação de caixa é ainda mais grave: 40% das despesas liquidadas no primeiro semestre não foram pagas. Isso significa fornecedores desassistidos, terceirizadas à beira de atrasar salários e 13º de seus funcionários, e uma cadeia de serviços públicos ameaçada de colapso.

Nesse cenário, surgem perguntas incômodas:

  • O secretário da Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, está maquiando números ou apenas tentando ganhar tempo?

  • O jovem governador, autoproclamado gênio da matemática, perdeu a capacidade de equilibrar contas?

  • Ou será que a aposta é simplesmente recorrer a capital estrangeiro, sobretudo à China, como tábua de salvação?

Enquanto o Palácio de Karnak insiste em manter programas sociais e obras estruturais, o que se vê é um choque entre promessas políticas e a dura realidade fiscal. O risco agora não é apenas de desequilíbrio contábil, mas de colapso financeiro efetivo, com impacto direto na vida de servidores, prestadores e da população.

O Piauí está diante de uma encruzilhada: ou ajusta imediatamente sua rota fiscal com coragem política e disciplina orçamentária, ou caminhará rapidamente para se tornar um caso perdido na federação — um Estado que parou por falta de recursos.

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GilsonHá 10 meses Valença do PiauíNão tem um portal aqui do Estado que solte uma reportagem dessa. Sinal que para os burros está tudo perfeito.
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