
Rick Davies, vocalista, tecladista e cofundador da icônica banda Supertramp, morreu aos 81 anos, em sua casa em Long Island (EUA), no último sábado (6), após uma longa batalha contra um mieloma múltiplo. A informação foi confirmada pelo próprio grupo em comunicado oficial, ressaltando que “grandes canções nunca morrem, elas permanecem vivas”.
Nascido em Swindon, Inglaterra, em 22 de julho de 1944, Davies iniciou sua trajetória musical no final da década de 1960 e fundou, em 1969, o embrião do Supertramp, então chamado Daddy, ao lado de Roger Hodgson. Juntos, criaram uma das bandas mais influentes do rock progressivo dos anos 1970 e 1980, conquistando o mundo com álbuns que marcaram gerações.
Com sua voz marcante e sua habilidade ao teclado, Rick Davies se tornou responsável por alguns dos maiores clássicos da banda, como “Goodbye Stranger” e “Bloody Well Right”, músicas que seguem como hinos imortais do gênero. Mais do que um músico, ele foi um arquiteto sonoro, capaz de unir melodias sofisticadas e letras carregadas de ironia e crítica social.
Seu talento não se restringiu ao Supertramp. Davies também liderou projetos paralelos, como o Ricky and the Rockets, sempre demonstrando paixão pela música e compromisso com sua arte.
Em 2015, ao ser diagnosticado com câncer, se afastou dos palcos, mas não perdeu o carinho e a reverência de milhões de fãs ao redor do mundo. Fora dos holofotes, era descrito como generoso, resiliente e profundamente dedicado à esposa Sue, com quem viveu mais de cinco décadas de companheirismo.
O legado de Rick Davies transcende as barreiras do tempo. Sua contribuição consolidou o Supertramp como uma das maiores bandas da história do rock, e sua obra segue ecoando em novas gerações. Para muitos, Davies não apenas escreveu músicas: ele ajudou a definir a trilha sonora de uma era.
Rick Davies se despede, mas suas canções permanecem eternas — uma lembrança viva de que a música é capaz de atravessar o tempo e imortalizar quem a cria.
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