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Polícia investiga ligação do PCC com incêndios criminosos em canaviais

Facção teria usado queimadas para pressionar produtores rurais e ampliar negócios ilegais no setor de combustíveis e do agronegócio

06/09/2025 às 18h45 Atualizada em 07/09/2025 às 13h49
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A prisão de Alessandro Arantes, 42 anos, em Batatais (SP), em agosto de 2024, ganhou nova relevância após ele confessar ter ateado fogo a pedido do Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso, inicialmente tratado como isolado, agora é considerado parte de uma onda de incêndios criminosos que devastou milhares de hectares de canaviais no interior paulista e causou prejuízo estimado em R$ 1 bilhão ao setor sucroalcooleiro.

De acordo com as investigações, os incêndios foram usados como instrumento de pressão contra fazendeiros e empresários, que eram coagidos a vender suas propriedades e negócios ligados à produção de álcool e combustíveis. Testemunhas relataram que as negociações eram feitas em dinheiro, com valores subfaturados e ameaças de morte. Em alguns casos, os produtores não receberam pagamento e continuaram sob intimidação.

A megaoperação conjunta da Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos revelou que o PCC estruturou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. O grupo teria movimentado cerca de R$ 30 bilhões por meio de fundos de investimento, além de controlar usinas de álcool, refinarias, transportadoras, portos e centenas de postos de combustíveis pelo país.

Para investigadores, a prisão de Arantes, que admitiu agir sob ordens da facção, é um dos elos que reforçam a ligação direta do PCC com os incêndios simultâneos que atingiram 48 municípios em agosto de 2024. O episódio reacendeu a preocupação sobre a infiltração da facção no agronegócio e ampliou a pressão por mudanças nas políticas de segurança e fiscalização do setor.

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