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FRAUDE NO INSS: Conag lesava aposentados em esquema sindical petista

Entidade ligada ao PT, presidida por Aristides Veras — irmão do deputado Carlos Veras (PT-PE) —, é acusada de desviar R$ 3,6 bilhões de aposentados e pensionistas via convênio mantido pelo INSS, mesmo com alertas da CGU e da Procuradoria

05/09/2025 às 08h12 Atualizada em 05/09/2025 às 08h56
Por: Douglas Ferreira
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Deputado Caros Veras e o irmão Aristides, presidente da Contag: R$3,6 bilhões tirados dos aposentados - Foto: Reprodução
Deputado Caros Veras e o irmão Aristides, presidente da Contag: R$3,6 bilhões tirados dos aposentados - Foto: Reprodução

O escândalo envolvendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade controlada pelo PT, expõe um dos maiores golpes já registrados contra os aposentados brasileiros. Segundo apuração da Controladoria-Geral da União (CGU), a fraude pode ter chegado a R$ 3,6 bilhões, superando os R$ 3,47 bilhões inicialmente estimados.

A Contag é presidida por Aristides Veras dos Santos, militante petista e irmão do deputado Carlos Veras (PT/PE), atual primeiro-secretário da Câmara. Ambos permanecem em silêncio desde a revelação do escândalo, que agora é investigado pela CPMI do INSS.

De acordo com a diretora de Auditoria de Previdência e Benefícios da CGU, Eliane Viegas Mota, os indícios apontam que aposentados e pensionistas foram vítimas de descontos indevidos por meio da Conag, arapuca criada para arrecadar valores diretamente da folha de pagamento.

Mais grave: mesmo após pareceres da CGU e da Procuradoria recomendarem o fim do convênio, o INSS renovou o acordo em 27 de agosto de 2024, alegando “longa tradição” da entidade.

O caso levanta perguntas sem resposta:

  • Como funcionava exatamente o mecanismo de desvio?

  • Quem são os responsáveis diretos dentro da Conag?

  • Onde está o dinheiro desviado?

O que já se sabe é que o esquema tem forte DNA político e sindical. A Contag sempre foi um pilar da base sindical do PT, com relações históricas de proximidade com o presidente Lula. Agora, a pressão é para que a CPMI do INSS vá a fundo e aponte os responsáveis por um rombo bilionário que atingiu justamente os mais vulneráveis: os aposentados e pensionistas brasileiros.

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