
O escândalo envolvendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade controlada pelo PT, expõe um dos maiores golpes já registrados contra os aposentados brasileiros. Segundo apuração da Controladoria-Geral da União (CGU), a fraude pode ter chegado a R$ 3,6 bilhões, superando os R$ 3,47 bilhões inicialmente estimados.
A Contag é presidida por Aristides Veras dos Santos, militante petista e irmão do deputado Carlos Veras (PT/PE), atual primeiro-secretário da Câmara. Ambos permanecem em silêncio desde a revelação do escândalo, que agora é investigado pela CPMI do INSS.
De acordo com a diretora de Auditoria de Previdência e Benefícios da CGU, Eliane Viegas Mota, os indícios apontam que aposentados e pensionistas foram vítimas de descontos indevidos por meio da Conag, arapuca criada para arrecadar valores diretamente da folha de pagamento.
Mais grave: mesmo após pareceres da CGU e da Procuradoria recomendarem o fim do convênio, o INSS renovou o acordo em 27 de agosto de 2024, alegando “longa tradição” da entidade.
O caso levanta perguntas sem resposta:
Como funcionava exatamente o mecanismo de desvio?
Quem são os responsáveis diretos dentro da Conag?
Onde está o dinheiro desviado?
O que já se sabe é que o esquema tem forte DNA político e sindical. A Contag sempre foi um pilar da base sindical do PT, com relações históricas de proximidade com o presidente Lula. Agora, a pressão é para que a CPMI do INSS vá a fundo e aponte os responsáveis por um rombo bilionário que atingiu justamente os mais vulneráveis: os aposentados e pensionistas brasileiros.
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