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Tecnologia FARMÁCIA LIVRE?

Mercado Livre prepara entrada no setor farmacêutico com compra de farmácia em SP

Gigante do e-commerce busca superar barreiras regulatórias para vender medicamentos online no Brasil

04/09/2025 às 07h59
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem gereda por Inteligencia Artificial
Imagem gereda por Inteligencia Artificial

O Mercado Livre pode estar prestes a ingressar no mercado de medicamentos no país. A empresa anunciou a compra da farmácia Target (Cuidamos Farma Ltda.), localizada no bairro do Jabaquara, em São Paulo. O negócio, ainda sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), é visto como o primeiro passo da companhia em um dos setores mais regulados — e lucrativos — do Brasil.

A estratégia busca atender a exigências legais que limitam a venda de remédios pela internet. Pela legislação atual, só é permitido o comércio online vinculado a uma farmácia física licenciada, com farmacêutico responsável. Com a aquisição, o Mercado Livre obtém a licença necessária para operar no setor, utilizando a loja como um projeto-piloto e pequeno centro de distribuição. A transação ocorre por meio da K2I Intermediação, subsidiária da Kangu, empresa de logística comprada pelo grupo em 2021.

A movimentação já repercute no mercado. O setor farmacêutico brasileiro movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano, e o anúncio afetou diretamente a concorrência: as ações da RD Saúde (antiga Raia Drogasil), uma das maiores redes do país, chegaram a cair 6% após a divulgação da notícia. Analistas classificam a iniciativa do Mercado Livre como uma “manobra inteligente” para contornar obstáculos regulatórios e disputar espaço em um segmento altamente competitivo.

O avanço da empresa acontece em meio a debates no Congresso sobre a flexibilização das regras para venda de medicamentos. O projeto de lei 2.158/2023, em tramitação, autoriza supermercados a comercializarem remédios isentos de prescrição, desde que contem com farmacêuticos em funcionamento. A entrada do Mercado Livre, nesse contexto, pressiona ainda mais o setor e pode acelerar mudanças no mercado brasileiro de saúde.

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