
O empresário Josimar Barbosa de Sousa, proprietário da Barão Veículos, foi preso na manhã desta quarta-feira (3) em Teresina, durante a terceira fase da Operação Barão Vermelho, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco/MA). A ação tem como foco desarticular um sofisticado esquema de lavagem de capitais ligado a organizações criminosas.
Além da prisão de Josimar, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão preventiva. De acordo com o delegado Ricardo Herlon, do Gaeco de Timon, as investigações identificaram movimentações financeiras suspeitas entre a Barão Veículos e outras empresas e pessoas físicas, inclusive alvos já investigados pela DENARC-PI.
Josimar não é um novato no noticiário policial. Ele já responde a processo na Vara de Delitos de Organização Criminosa do Piauí por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Em janeiro, o Ministério Público denunciou o empresário, o namorado da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), Alandilson Cardoso Passos, e mais 15 pessoas como integrantes da facção Bonde dos 40.
A denúncia envolveu também familiares de Josimar, acusados de falsidade ideológica por emprestar seus nomes a empresas de fachada, enquanto ele controlava as operações financeiras. Segundo o Ministério Público, esses negócios eram usados para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas e justificar patrimônio incompatível com a renda declarada.
A Barão Veículos, localizada na Avenida Barão de Gurguéia, zona sul de Teresina, já havia sido alvo em março de 2023, durante a primeira fase da Operação Barão Vermelho. Na ocasião, a empresa foi interditada, e na residência de um gerente foram apreendidos veículos de luxo, uma arma de fogo e joias.
As investigações apontam que Josimar Barbosa de Sousa utilizava a revenda de automóveis e empresas ligadas ao seu nome para lavar dinheiro da facção Bonde dos 40, uma das mais violentas do Maranhão e do Piauí, conhecida pelo domínio no tráfico de drogas e por crimes de extrema brutalidade.
O Gaeco afirma que a prisão do empresário é peça central para desarticular a rede financeira da facção, que se valia de negócios aparentemente legais para movimentar grandes quantias em espécie, mascarando a origem criminosa dos valores.
A operação segue em andamento e novos desdobramentos são esperados, especialmente quanto à análise de documentos e dados apreendidos em empresas ligadas ao grupo.
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