
O IBGE anunciou nesta terça-feira (2) que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação aos três primeiros meses do ano. O resultado mostra desaceleração após a alta de 1,3% no início do ano e foi atribuído ao impacto dos juros elevados, atualmente em 15% ao ano. Mas, enquanto os números oficiais apontam para crescimento, muitos empresários relatam queda nas vendas e um cenário de desânimo, o que levanta questionamentos sobre a real força da economia.
De acordo com o instituto, serviços subiram 0,6% e a indústria 0,5%, compensando a leve queda de 0,1% na agropecuária. Já o consumo das famílias avançou 0,5%, mas os investimentos recuaram 2,2%, um sinal preocupante sobre o futuro da atividade econômica. Em paralelo, as exportações cresceram 0,7% e as importações caíram 2,9%. O discurso oficial é de que, na comparação com o mesmo período de 2024, houve alta de 2,2%, mas parte do mercado questiona se esses percentuais refletem o dia a dia de quem está no setor produtivo.
A desconfiança aumenta diante do cenário político: o IBGE hoje é comandado por Márcio Pochmann, economista filiado ao PT desde 2011 e que acumula polêmicas em sua trajetória. Para alguns analistas, esse vínculo levanta dúvidas sobre a isenção na apresentação dos dados, ainda mais quando a percepção geral de empresários é de retração, e não de crescimento. Afinal, como conciliar um PIB “positivo” com lojas esvaziadas, crédito mais caro e consumidores cada vez mais cautelosos?
Economistas independentes alertam que o segundo semestre deve ser mais fraco, com risco de estagnação ou até recessão técnica. Bancos como UBS/BB já projetam crescimento nulo, enquanto outros analistas enxergam apenas 2% de avanço no ano. Ao mesmo tempo, medidas do governo para mitigar impactos do tarifaço norte-americano podem aliviar a queda, mas também alimentam preocupações sobre inflação. O quadro é de incerteza: os números oficiais mostram uma economia “em crescimento”, mas a realidade sentida por empresários e consumidores parece caminhar em direção oposta.
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