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Polícia CONTRABANDO/PIRATA

Parnaíba na mira da Receita: Piauí vira rota da pirataria e do contrabando

520 sacos de mercadorias falsificadas e ilegais foram apreendidos; operação escancara avanço do crime econômico no Estado

29/08/2025 às 17h50
Por: Douglas Ferreira
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A operação impressiona pela quantidade de material pirata ou contrabandeado apreendido - Foto: Reprodução
A operação impressiona pela quantidade de material pirata ou contrabandeado apreendido - Foto: Reprodução

As sucessivas apreensões de mercadorias piratas e contrabandeadas em território piauiense reforçam uma tese cada vez mais difícil de ser contestada: o Piauí tem se tornado um verdadeiro paraíso para a pirataria e o contrabando. O caso mais recente veio de Parnaíba, no litoral do Estado, onde a Receita Federal apreendeu 520 sacos de ráfia cheios de produtos falsificados, contrabandeados ou introduzidos no país sem o pagamento de impostos.

A operação, realizada na quinta (28) e sexta-feira (29), fiscalizou 14 estabelecimentos comerciais previamente selecionados com base em investigações e denúncias de escritórios de advocacia que representam marcas lesadas.

O que foi apreendido

A lista impressiona: celulares, smartphones, videogames, calçados, roupas, bolsas, mochilas, brinquedos, caixas de som, fones de ouvido, carregadores e acessórios para celular. Muitos dos eletrônicos apresentavam risco de curto-circuito e incêndio, segundo a Receita, devido à baixa qualidade do material.

Origem e destino

As mercadorias, sem certificação da Anatel e sem o selo do Inmetro, teriam origem internacional e entraram ilegalmente no Brasil. O destino imediato era o comércio local em Parnaíba, mas, pela quantidade, especialistas não descartam que o material fosse redistribuído para outras cidades do Piauí e até estados vizinhos.

E os responsáveis?

Apesar da dimensão da operação, nenhum grande comerciante foi preso. As mercadorias foram apreendidas e levadas para um depósito da Polícia Rodoviária Federal, que apoiou a ação logisticamente. Agora, os donos dos estabelecimentos autuados responderão a processos administrativos e judiciais. A Receita informa que em casos assim, os bens são apreendidos, perdem valor legal e podem ser destruídos ou destinados a doação, dependendo da avaliação de risco.

O recado da Receita

Em nota, a corporação foi taxativa:

“Produtos falsificados acarretam grandes prejuízos aos empresários, gerando desequilíbrios em seus ambientes de negócios devido à concorrência desleal”.

Um alerta para o Piauí

Mais do que uma ação pontual, a megaoperação de Parnaíba lança luz sobre um problema estrutural: o avanço do contrabando e da pirataria no Estado, fenômeno que movimenta milhões, ameaça empregos formais e mina a arrecadação de impostos. Enquanto não houver punição exemplar e desarticulação das cadeias criminosas, o Piauí seguirá como rota atrativa para o crime econômico.

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